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POLITICA
29/07/2024 10:42

Nicolás Maduro vence eleições na Venezuela



Nicolás Madura vence as eleições presidenciais na Venezuela

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O conselho Nacional da Venezuela declarou Nicolás Madura vencedor das eleições presidenciais com 51,21% dos votos.

De acordo com a autoridade eleitoral, com cerca de 80% dos votos contados, Maduro garantiu mais de 5 milhões de votos, em comparação aos 4,4 milhões de Gonzáles Urrutia. Por outro lado, várias nações questionam a legitimidade da vitória e cobram transparência no processo.

O resultado representou um golpe para a oposição Venezuelana que, apesar de dividade, se matinha unida em torno da candidatura de Gonzáles, na esperança de ajudar a tirar o País de uma das piores economias.

A reeleição de Maduro foi celebrada por Países aliados como Cuba, Bolívia e Colômbia. O presidente da Bolívia Luís Arce, também comemorou o resultado das eleições realizadas. A China felicitou a Venezuela “pelo sucesso das suas eleições presidenciais” e saudou o presidente Maduro. 

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que o governo dos Estados Unidos tem “sérias preocupações de que o resultado anunciado não reflita a vontade ou os votos do povo Venezuelano”. “É fundamental que todos os votos sejam contados de forma justa e transparente, que os funcionários eleitorais divulguem imediatamente a informação com a oposição e que as autoridades eleitorais publiquem a apuração detalhada dos votos. A comunidade internacional acompanha de perto esta situação,” acrescentou.

Leopoldo López, opositor venezuelano exilado em Espanha, declarou que houve "uma fraude insustentável” nas eleições presidenciais na Venezuela.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, disse que só comentaria o resultado, após a publicação da apuração detalhada. 

Já o presidente do Chile, Gabriel Boric, avisou que “o regime de Maduro tem de compreender que os resultados que publicou são difíceis de acreditar”. 

O governo do Peru também rejeitou o resultado. “O Peru não aceitará a violação da vontade popular do povo Venezuelano.” 

Na Costa Rica, o Executivo disse rejeitar categoricamente o que considera um “resultado fraudulento”.

Por outro lado, representantes dos Estados Unidos, da União Europeia e de outros Países latinos-americanos cobraram transparência no processo eleitoral. O governo do Brasil ainda não se manifestou formalmente sobre o resultado.