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17/02/2025 09:40

A Hipocrisia de uma Sociedade que Usa e Apedreja o Jornalismo



O verdadeiro problema é a hipocrisia descarada de quem usa a imprensa quando precisa, mas a ataca quando não lhe agrada

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A Hipocrisia de uma Sociedade que Usa e Apedreja o Jornalismo

Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira

Me siga no Instagram: @jr_vieira.oficial

O jornalismo enfrenta um problema sério. Não é apenas a luta por informação, a pressão para apurar fatos ou os desafios de manter um canal de comunicação vivo. O verdadeiro problema é a hipocrisia descarada de quem usa a imprensa quando precisa, mas a ataca quando não lhe agrada.

Pouca gente para pra pensar no que significa ser repórter de verdade. Quantas vezes um jornalista precisa largar um almoço em família, sair no meio de um churrasco, abandonar um encontro com amigos, por que surgiu uma ocorrência importante? Enquanto muitos estão curtindo o lazer, o repórter está na rua, debaixo de sol ou chuva, buscando a informação que você vai consumir de graça no seu celular.

E qual o retorno para esse esforço? Críticas. Uma multidão que adora aparecer nos comentários do Facebook e nos portais de notícias apontando o dedo, atacando o jornalista, questionando a ética do canal, como se soubessem do que estão falando.

Mas essas mesmas pessoas, quando algo acontece, correm desesperadas para saber os detalhes. Querem nome completo, querem idade, querem a placa do carro. Querem o espetáculo.

Agora, experimente noticiar algo sobre alguém da família dessas pessoas. A indignação vem na hora. O que antes era “direito à informação”, de repente, vira “desrespeito, invasão de privacidade, absurdo.”

O problema nunca foi a transparência do jornalismo.

O problema é a conveniência.

E não para por aí. Essas mesmas pessoas que atacam a imprensa são as primeiras a chamar um canal de comunicação quando querem denunciar algo. Mas quando o jornalista pergunta: “Você pode se identificar? Pode falar publicamente?”, a resposta quase sempre é “Ah, prefiro não aparecer” ou “Não quero me expor.”

Então eu pergunto: por que o repórter tem que colocar a cara para bater, enquanto a sociedade se esconde? Por que o jornalista precisa assumir riscos, receber ameaças, enfrentar pressões, enquanto quem está diretamente afetado pelo problema não tem coragem de falar?

E tem mais: quantos desses valentões de internet, que se empoderam nos comentários das redes sociais e adoram atacar um repórter, na hora que são chamados no privado para uma conversa esclarecedora, viram cordeirinhos? Na rede social, são ferozes. Na conversa direta, abaixam a cabeça e percebem que erraram.

Por quê?

Por que não ser justo desde o começo? Por que atacar o trabalho de quem só está cumprindo seu dever? Respeito ao jornalismo não deveria depender da conveniência do momento.

Hoje, 17 de fevereiro de 2025, minha coluna é sobre os repórteres, essa profissão que foi comemorada ontem, dia 16, mas que, na prática, muitas vezes é desvalorizada, atacada e ridicularizada por uma sociedade que só enxerga o que lhe convém.

Agora, não estou dizendo que não existam canais de comunicação tendenciosos. Sim, eles existem. Mas a grande maioria é feita por profissionais sérios, veículos sérios, que querem levar a informação com credibilidade e ética.

E sobre essa tal imparcialidade que tanto cobram do jornalismo? Na minha opinião, isso não existe. O que existe é ética profissional. E um jornalista ético sabe a diferença entre informar e manipular.

Agora, olhe para você mesmo: qual é o seu papel nisso tudo? Você é daqueles que só aparecem para criticar? Que consome a notícia quando precisa, mas desmerece o trabalho de quem a produziu?

Se amanhã você precisar da imprensa, vai ter coragem de sustentar tudo o que falou ou vai correr pedindo espaço?

Se você concorda, valorize o jornalismo. Se não concorda, pelo menos tenha a decência de não ser hipócrita.

Agora é com você! Deixe seu comentário e compartilhe essa reflexão com mais pessoas. O que você pensa sobre a forma como a sociedade trata os jornalistas? Vamos debater esse assunto! 

É assim que penso.




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