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GERAL

Acordo com a União Europeia pode turbinar PIB do Paraná

Paraná busca atrair investimentos e ampliar inovação com o comércio europeu

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Acordo com a União Europeia pode turbinar PIB do Paraná
Jonathan Campos/AEN

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia tem potencial para trazer ganhos expressivos à economia do Paraná, com impacto direto no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e na geração de empregos. De acordo com estimativas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), cada aumento anual de 1% nas exportações paranaenses para o bloco europeu pode acrescentar R$ 137,5 milhões ao PIB estadual e gerar cerca de 1,1 mil novos postos de trabalho.


Os dados reforçam a relevância da União Europeia como parceiro comercial do Estado. Em 2025, as exportações do Paraná para o bloco somaram US$ 2,46 bilhões, o equivalente a 10,4% das vendas externas totais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor superou as exportações destinadas a mercados tradicionais, como Argentina, Estados Unidos e México, consolidando a Europa como um dos principais destinos dos produtos paranaenses.


O agronegócio lidera a pauta de exportações para a União Europeia. O farelo de soja aparece como principal produto, com US$ 950 milhões exportados em 2025, seguido pela madeira compensada (US$ 203 milhões) e pela carne de frango in natura (US$ 187 milhões). No entanto, o comércio não se restringe ao setor agropecuário. O Estado também exporta máquinas de terraplanagem, produtos químicos e autopeças, o que evidencia a diversificação da base exportadora paranaense.


Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o acordo ganha ainda mais relevância diante do desempenho recente do comércio exterior. Em 2024, as trocas comerciais entre o Paraná e a União Europeia somaram US$ 2,3 bilhões, crescimento de 2,8% em relação ao ano anterior. “Nesse ritmo, o crescimento do PIB do Estado tende a se acelerar”, avalia.


Callado destaca que os benefícios do acordo alcançam diversas regiões do Paraná. “As atividades econômicas que serão beneficiadas estão espalhadas por todo o Estado, desde o complexo de carnes, com forte presença no Oeste, até a indústria de base florestal nos Campos Gerais, além do complexo automotivo da Região Metropolitana de Curitiba”, afirma.


Outro ponto ressaltado é o potencial de atração de investimentos estrangeiros e de avanço tecnológico. Segundo o dirigente, a aproximação com um bloco de cerca de 450 milhões de habitantes, formado majoritariamente por países desenvolvidos, pode estimular a inovação industrial, a modernização das cadeias produtivas e a geração de empregos mais qualificados, aumentando a competitividade do Paraná no cenário nacional.


O acordo Mercosul–União Europeia é um tratado de livre comércio que prevê a redução gradual de tarifas de importação, além de regras sobre comércio de bens e serviços, compras governamentais e propriedade intelectual. Em setores estratégicos, como o agronegócio, a abertura de mercado ocorrerá por meio de cotas.


Entre os produtos brasileiros com maior expectativa de ganhos estão os cafés solúveis, torrados e moídos, que terão redução progressiva das tarifas até chegar a zero. No caso do café solúvel, a taxa atual de 9% será eliminada. O acordo também traz perspectivas positivas para o setor de carnes, com destaque para a carne de frango, da qual o Paraná é o maior produtor e exportador do país. Para o produto, está prevista uma cota de 180 mil toneladas, com redução tarifária gradual até zerar o imposto.


Com esses avanços, o acordo é visto como um instrumento estratégico para fortalecer a economia paranaense, ampliar mercados e consolidar o Estado como um dos principais polos exportadores do Brasil.



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