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GERAL

Alunas de escola estadual de Pacajus criam caneta que detecta drogas em bebidas

A caneta detecta substâncias que causam o "Boa Noite, Cinderela"

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Alunas de escola estadual de Pacajus criam caneta que detecta drogas em bebidas
SEDUC

As alunas da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) José Maria Falcão, localizada em Pacajus/Ceará, foram selecionadas para a fase final da 23ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) com seu projeto inovador: a "Drug Test Pen". O dispositivo é uma caneta capaz de identificar a presença de benzodiazepínicos em bebidas, uma tecnologia acessível e eficaz no combate ao golpe conhecido como "Boa noite, Cinderela".


Entre os sete projetos finalistas da competição, a "Drug Test Pen" se destacou pela sua originalidade e relevância social. O dispositivo, desenvolvido a partir de reações químicas específicas, oferece uma alternativa mais acessível em relação aos testes laboratoriais tradicionais e soluções importadas, que podem custar até R$ 300,00. Em contrapartida, a caneta criada pelas alunas pode ser produzida por apenas R$ 10,00.



Inspiração para o projeto


De acordo com a estudante Mariana Severiano Menezes, que cursa a 3ª série do Ensino Médio técnico em Enfermagem, a ideia surgiu durante a feira de ciências anual da escola. O evento teve como tema “Mulheres e ciências: Caminhos para a equidade de gênero”, alinhado à proposta pedagógica da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) para 2024. A partir desse enfoque, a equipe realizou pesquisas sobre desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade e identificou a crescente ocorrência do golpe “Boa noite, Cinderela” como um problema relevante a ser combatido.


“Ao longo do processo, desenvolvemos um reagente e adaptamos o seu uso a uma caneta de ponta pincel, que se mostrou um dispositivo portátil e eficiente na identificação de bebidas adulteradas. Tornou-se uma opção a ser utilizada na prevenção e na promoção da segurança das mulheres em ambientes sociais”, explica Mariana.


Funcionamento e tecnologia empregada


A tecnologia da "Drug Test Pen" se baseia em reações colorimétricas, um método amplamente reconhecido na química analítica por sua precisão e praticidade. Para utilizar a caneta, basta traçar uma linha em um papel filtro ou guardanapo e pingar algumas gotas da bebida suspeita. Caso haja substâncias dopantes na mistura, pontos pretos aparecerão no papel em aproximadamente 10 segundos. Além disso, a caneta pode ser utilizada diversas vezes sem necessidade de reposição imediata.


Reconhecimento e impacto científico


A participação na Febrace não é a primeira conquista do projeto. A "Drug Test Pen" já havia sido apresentada no itinerário científico "Ceará Científico 2024", promovido pela Seduc, e também marcou presença na mostra "Ceará Faz Ciência 2024". Na Feira do Conhecimento, realizada em novembro do ano passado, o projeto alcançou o 3º lugar entre os trabalhos do Ensino Médio.



Agora, as alunas estão na etapa final da Febrace, que começa presencialmente hoje 25 de março e vai até 28 de março na Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo. O evento, promovido pela Escola Politécnica da USP e organizado pela Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico, contará com 300 trabalhos em exposição, desenvolvidos por 671 estudantes do ensino básico e técnico de todo o Brasil.


Expectativas e inspiração para o futuro


“Estamos felizes pela seleção e gratas pelo apoio da organização, que estimula a cultura científica e o empreendedorismo em nosso país. Esperamos que, cada vez mais, projetos como esse recebam o devido reconhecimento e repercussão, tendo a oportunidade de inspirar outras pessoas a adquirirem conhecimentos que possam ser valiosos no futuro, demonstrando que, por meio da educação, é possível alcançar resultados além das nossas expectativas”, destaca Mariana.


O projeto foi desenvolvido pelas estudantes Ana Clara Torres do Vale, Ana Letícia Sousa de Oliveira, Bianca Emanuelle da Silva Lino e Maria de Fátima Rodrigues Xavier Soares, sob a orientação da professora Elly Hanna de Lima Sobrinho.


A iniciativa das jovens cientistas de Pacajus é um exemplo do potencial da educação pública para a inovação e o impacto social, comfirmando a importância de incentivar a pesquisa científica desde a formação básica.


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