Atualização: PCPR deflagra operação contra organização criminosa e cumpre 74 ordens judiciais
Ação da Polícia Civil ocorreu em cinco estados e teve como alvo grupo que tentava se instalar no território paranaense
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Ação da Polícia Civil ocorreu em cinco estados e teve como alvo grupo que tentava se instalar no território paranaense
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 26 de maio, uma operação contra integrantes de uma organização criminosa que tentava estabelecer atuação no Paraná. Ao todo, 33 pessoas foram presas durante a ofensiva, realizada em 16 cidades distribuídas pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pará.
Esta foi a primeira operação coordenada pelo novo Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), criado a partir da nova Lei Orgânica da Polícia Civil do Paraná.
Durante a ação, foram cumpridos 32 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão. Nas diligências, os policiais localizaram drogas, armas e munições, resultando ainda em uma prisão em flagrante.
As equipes contaram com o apoio de cães farejadores e aeronaves da Polícia Civil para ampliar a eficiência das buscas. Os mandados foram executados em Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Foz do Iguaçu e Paraíso do Norte, no Paraná; Florianópolis, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú, em Santa Catarina; além de Rio de Janeiro/Rio de Janeiro, Vila Velha/Espírito Santo e Belém/Pará.
As investigações começaram em julho de 2025, após uma tentativa de roubo a uma agência bancária em Bocaiuva do Sul/Paraná. Na ocasião, dez pessoas foram presas e os policiais apreenderam armas de grosso calibre, munições, drogas, dinheiro e equipamentos utilizados na ação criminosa.
Em outubro do mesmo ano, a PCPR identificou e prendeu, em Luiz Alves/Santa Catarina, o homem apontado como mentor do plano. Segundo as investigações, mesmo preso na época da tentativa de roubo, ele teria coordenado a ação, fornecendo armamentos e explosivos aos envolvidos.
De acordo com o delegado Rodrigo Brown, a intenção do grupo era utilizar os recursos obtidos com o roubo para financiar a instalação de uma célula da organização criminosa no Paraná.
As apurações também identificaram integrantes que atuavam em diferentes níveis da estrutura criminosa, incluindo setores de comando, administração financeira e tráfico de drogas. Entre os alvos da operação estavam dois advogados suspeitos de atuar como intermediários na transmissão de informações e ordens entre lideranças presas e integrantes em liberdade.
Outro investigado, que permanece foragido, foi apontado como responsável por diversos homicídios registrados em Curitiba/Paraná e na Região Metropolitana. Conforme a investigação, ele teria a função de fiscalizar o cumprimento das determinações da organização e organizar confrontos contra forças de segurança.
Segundo levantamentos da área de inteligência policial, o grupo tinha interesse na expansão do tráfico de drogas, principalmente no Litoral do Paraná, além da comercialização de armas e munições no estado e em regiões vizinhas.
Conforme a Polícia Civil, a operação representa um importante passo no enfrentamento ao crime organizado e busca impedir a instalação de grupos criminosos de alta periculosidade no Paraná.
PCPR deflagra operação contra organização criminosa e cumpre 74 ordens judiciais
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