Casal é preso por estelionato com prejuízo de R$ 6 milhões
Investigação aponta cerca de 200 vítimas após venda de veículos consignados sem repasse aos proprietários
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Investigação aponta cerca de 200 vítimas após venda de veículos consignados sem repasse aos proprietários
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), prendeu um casal investigado pelos crimes de estelionato e apropriação indébita. As prisões ocorreram nesta sexta-feira, 13 de março, em Santa Catarina, após os suspeitos deixarem o Paraná durante o andamento das investigações.
De acordo com a PCPR, os investigados eram proprietários e administradores de um estabelecimento de compra e venda de veículos seminovos que possuía duas unidades no bairro Boqueirão, em Curitiba.
As investigações tiveram início em outubro de 2025, após diversas denúncias registradas por proprietários de veículos que relataram não ter recebido os valores referentes à venda de automóveis entregues em consignação à empresa.
Segundo o delegado Hormínio de Paula Lima Neto, os investigados realizavam a venda dos veículos e se apropriavam dos valores sem efetuar o repasse aos proprietários. Também foram identificadas situações em que compradores adquiriam veículos sem que a transferência de propriedade fosse realizada junto ao Departamento de Trânsito do Paraná (Detran).
Durante a apuração, mais de 160 boletins de ocorrência foram registrados. A investigação aponta cerca de 200 vítimas e um prejuízo financeiro superior a R$ 6 milhões.
No dia 11 de novembro de 2025, uma ação de fiscalização foi realizada nas duas unidades da empresa com a participação da Receita Estadual do Paraná e da Guarda Municipal de Curitiba, quando foram constatadas irregularidades fiscais.
Posteriormente, em 23 de fevereiro de 2026, os estabelecimentos foram interditados em ação conjunta entre a PCPR, o Procon de São José dos Pinhais e a Guarda Municipal de Curitiba.
Com o avanço das investigações, os suspeitos deixaram o Paraná e foram localizados em Santa Catarina. Conforme a polícia, parte dos valores obtidos no esquema teria sido utilizada em investimentos particulares.
Após a prisão, os dois investigados foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem uma unidade policial para registrar ocorrência e contribuir com as investigações.
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