Casos e mortes por dengue caem mais de 96% no Paraná em 2026
Estado registra forte redução nos primeiros meses do ano, mas mantém alerta e ações de combate
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Estado registra forte redução nos primeiros meses do ano, mas mantém alerta e ações de combate
Na manhã de terça-feira, 15 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou dados que apontam uma queda expressiva nos casos e mortes por dengue em 2026. O levantamento considera o período entre janeiro e 14 de março (semanas epidemiológicas 1 a 14).
De acordo com os números, o Estado passou de 52.193 casos confirmados no mesmo período de 2025 para 2.028 em 2026, uma redução de 96,1%. O número de mortes também caiu drasticamente: de 90 óbitos no ano passado para apenas 1 neste ano, o que representa queda de 98,8%.
A redução mantém uma tendência já observada anteriormente. Em um comparativo mais amplo, entre 2024 e 2026, a queda chega a 99,3%. Em 2024, foram registradas 414 mortes nos três primeiros meses do ano.
Apesar dos dados positivos, a dengue ainda preocupa. Ao todo, 372 municípios já registraram notificações, e 203 possuem casos confirmados. As regiões Norte e Noroeste concentram os maiores índices, com destaque para as regionais de Londrina (534 casos), Paranavaí (291) e Maringá (194).
A Sesa segue atuando em conjunto com os municípios no combate ao mosquito Aedes aegypti, com capacitação de profissionais, monitoramento e estratégias de controle. Entre as ações, estão o uso de armadilhas ovitrampas, já implantadas em 353 cidades, e a ampliação da vacinação, iniciada em fevereiro com doses destinadas a profissionais da saúde.
Outro destaque é a atuação da biofábrica instalada em Curitiba, considerada a maior do mundo na produção de mosquitos com a bactéria Wolbachia, utilizada para reduzir a transmissão da dengue.
Mesmo com a queda nos índices, a Secretaria reforça que o cenário exige atenção constante. Fatores climáticos, como variações de temperatura e umidade, ainda favorecem a proliferação do mosquito, tornando essencial a participação da população na eliminação de possíveis criadouros.
Entre as principais medidas estão evitar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, descartar corretamente resíduos e cuidar de recipientes que possam acumular água.