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04/03/2025 14:55

Dia internacional da mulher



Pra refletir, se concientizar e reagir

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O dia internacional da mulher é um dia muito especial. Preste a atenção. É um dia de conscientização. É preciso parar pra pensar e não aceitar bajulação. O homem que quiser agradar, senta para escutar. Pelo menos hoje a mulher precisa parar pra refletir e exigir no mínimo igualdade. Em quase toda a história da humanidade as mulheres foram inferiorizadas. Sempre deixadas no lugar que as prende ou limita: casa, família, trabalho... Quando não, objetificação.

Nas sociedades antigas a vida das mulheres não tinha uma disparidade tão acentuada. A mulherada tinha uma vida equiparado com a dos homens. Tinha o direito de participar de todos os ofícios da vida pública. Inclusive existiram várias sociedades matriarcais. O código de Hamurabi, na Mesopotâmia, garantia igualdade de direitos. No Egito antigo, pelo menos 5 mulheres chegaram ao cargo máximo, de faraó. De lá pra cá é que a situação, das mulheres, começou a degringola.

A vida ficou dura paras mulheres a partir do início da era cristã. Já no início, no mito da criação, Deus fez o Adão do barro. Acabou o barro, e a mulher foi feita da costela do Adão, e a submissão infinita que ainda hoje apavora as mulheres na atual sociedade patriarcal, ancoradas sobre o bem e o mal.

Eu queria falar das mulheres que se intitulam da 'turma do bem', mas não encontrei ninguém que vale um parágrafo. Só umas: Meloni, Alice Weidel, Michele... Melhor falar das do mal. Comecei por Eva Braun, esposa do Hitler. Casou e se suicidou 33 horas depois. Mas não era primária: tinha tentado suicídio duas vezes antes. Fez por merecer, uma pesquisa. Eva era condenada. Nasceu pobre em uma família desestruturada. Tinha um agravante de ser linda e aos 17 anos foi recrutada para um cargo comissionado (muito comum no Brasil), para ser assistente de fotografia de Hitler. Ela tinha 17 e ele 40 na época.

Ainda Estou Aqui mostra que não vamos evoluir. Primeiro, porque premiaram uma moça e um filme, que é a o retrato da manutenção deste padrão de objetização da mulher, desmerecendo o trabalho grandioso da Demi Moore e principalmente da Fernanda Torres que contou a história trágica, sob um regime de ditadores, a mesma que nos ronda e nós assombra.

Eu ainda estou aqui em Luxemburgo. Me parece uma distopia, quanto mulheres antifeminista. Luxemburgo, na minha visão, sabotou a luta das mulheres.  Não é público, mas é notório o esforço no retrocesso das pautas progressistas, na luta por igualdade de gênero. Luta que reivindica apenas a igualdade. O único Luxemburgueses eleito para o parlamento europeu, é o fundador da associação dos homens de Luxemburgo.  Também o governo de Luxemburgo, tinha uma ministra da igualdade de gênero, Taina Bofferding, super atuante, que foi derrotada.

O mundo está sendo liderado por um bando de velho lunático. As mulheres não podem aceitar isso. As mulheres são a última alternativa de salvação. A previsão é que vai levar 300 anos para as mulheres conseguir igualdade de direitos. Talvez. É possível aceitar essa condição? Eu sugiro as mulheres fazer uma ruptura. São maioria do eleitorado. É só não votar em homem. Criar um partido para a representatividade feminina, se candidatar e se eleger.

Não adianta se iludir. Sem poder não é possível fazer. Um mundo liderado por homens não vai evoluir. Não é da natureza. É preciso parar. Não faz sentido continuar neste mundo em gurra por tudo. Só as mulheres serão capazes. É preciso fazer essa ruptura.

 




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