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POLICIAL

Megaoperação contra organização criminosa prende 106 pessoas em três estados

No município, um dos alvos foi submetido a buscas, mas não houve prisão; celular e documentos foram apreendidos

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Megaoperação contra organização criminosa prende 106 pessoas em três estados
PCPR

A megaoperação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), teve diligências em Santo Antônio do Sudoeste na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro. No município, um dos alvos foi submetido a mandado de busca e apreensão, sem ordem de prisão. Durante a ação, foram apreendidos um aparelho celular e documentos possivelmente relacionados aos crimes investigados.


A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. As diligências também ocorreram em outras cidades do Sudoeste do Paraná, incluindo Capanema, onde um dos alvos foi preso, e Realeza, onde uma advogada foi detida por suspeita de manter vínculos com o grupo investigado.


Ao todo, a ação mobilizou mais de 500 policiais e resultou em 106 prisões nas primeiras horas desta quarta-feira. Foram cumpridos 92 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão. Outras 14 pessoas foram presas em flagrante após a localização de materiais ilícitos durante as buscas.


As diligências abrangeram diversos municípios paranaenses, entre eles Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste e Barracão. A operação também teve ações em Abelardo Luz, em Santa Catarina, e em São Carlos e Cotia, no estado de São Paulo.


Investigação apura tráfico e crimes violentos


Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, a partir de crimes violentos atribuídos à organização criminosa, incluindo tortura e cárcere privado de pessoas acusadas pelo grupo de traição. Os integrantes também são investigados por realizar cobranças relacionadas a dívidas do tráfico de drogas mediante ameaças e intimidação.


Durante as apurações, os policiais identificaram um esquema de transporte de entorpecentes entre municípios, utilização de depósitos para armazenamento das drogas e controle remoto de pontos de venda. Conforme a investigação, as lideranças negociavam grandes quantidades de cocaína, crack e maconha destinadas à revenda em diferentes regiões, com preços previamente estabelecidos.


A delegada da PCPR Alini Simadon explicou que o rastreamento das ordens relacionadas aos crimes violentos levou os investigadores a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná. A partir dos dados extraídos dos aparelhos, foi possível identificar uma estrutura criminosa que, segundo a polícia, era comandada de dentro do sistema prisional e mantinha atuação em cidades de diferentes estados.


Apreensões e movimentação financeira


Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, aproximadamente um quilo de maconha, mais de 300 gramas de cocaína, três armas de fogo, munições e documentos. Em Curitiba, também foram encontrados 38 pés de maconha em uma estufa utilizada para o cultivo da planta.


A investigação apontou ainda que os valores obtidos com o tráfico eram movimentados por meio de contas bancárias em nome de terceiros, com transferências via PIX fracionadas e saques realizados rapidamente, numa tentativa de dificultar o rastreamento financeiro. Os investigadores também identificaram uma empresa de fachada do ramo de transportes que seria utilizada para receber pagamentos relacionados a cargas de drogas.


A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário das contas utilizadas pelo grupo e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.


As investigações buscam aprofundar a identificação dos envolvidos e esclarecer a extensão das atividades da organização criminosa. Em Santo Antônio do Sudoeste, até o momento, a informação repassada é de que houve cumprimento de mandado de busca e apreensão, sem prisão, com recolhimento de um celular e documentos possivelmente relacionados aos fatos investigados.

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