Mulher que se passava por adolescente tem prisão preventiva decretada
Ministério Público apontou risco de reiteração criminosa e dificuldade de localização da investigada
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Ministério Público apontou risco de reiteração criminosa e dificuldade de localização da investigada
A Justiça decretou a prisão preventiva de uma mulher de 37 anos investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade em Joinville/Santa Catarina. A medida foi adotada após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), depois que a suspeita havia sido presa em flagrante.
De acordo com as investigações, a mulher teria se passado por uma adolescente vítima de abusos para obter abrigo, alimentação, sustento e outros benefícios oferecidos por uma família durante mais de um ano.
Segundo a 25ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, a prisão preventiva foi considerada necessária para garantir a ordem pública e evitar a possível continuidade das práticas criminosas. O Ministério Público também apontou que a investigada possui vida itinerante e não tem residência fixa, fatores que poderiam dificultar o andamento do processo.
Conforme o inquérito policial, a mulher teria atuado em diferentes estados brasileiros, aproximando-se de famílias e instituições religiosas por meio de relatos de vulnerabilidade. A estratégia, segundo a investigação, era conquistar a confiança das pessoas para obter vantagens materiais.
Além da prisão preventiva, o MPSC solicitou a quebra do sigilo dos dados armazenados no celular apreendido com a investigada. O pedido inclui acesso a mensagens, registros de ligações e conteúdos de aplicativos.
A expectativa é que a análise do aparelho ajude a esclarecer a dimensão das supostas fraudes e identifique possíveis outras vítimas ou fatos relacionados ao caso, que segue sob investigação das autoridades competentes.
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