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GERAL

OCDE alerta: população vive mais, mas com mais doenças crônicas

Relatório aponta aumento de casos como câncer, diabetes e doenças cardíacas, com impacto direto na saúde e na economia

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OCDE alerta: população vive mais, mas com mais doenças crônicas
Mídia Sudoeste

Um relatório divulgado nesta quarta-feira, 15 de abril, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) traz um alerta preocupante sobre o cenário global de saúde: a população está vivendo mais, porém com um número maior de doenças crônicas.


Segundo o documento, as chamadas doenças não transmissíveis, como doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas, atingem hoje milhões de pessoas a mais do que nas gerações anteriores, e a tendência é de crescimento contínuo.


A análise destaca que essas condições reduzem a qualidade de vida, limitam a capacidade de trabalho e elevam os custos com saúde. Como consequência, há impacto direto na produtividade e no desenvolvimento econômico dos países.


Apesar do cenário, a OCDE ressalta que muitos desses efeitos podem ser evitados. A organização aponta que medidas como prevenção, diagnóstico precoce e melhoria no tratamento são fundamentais para reduzir os impactos das doenças.


O relatório também indica que investir em prevenção traz mais benefícios do que tratar doenças em estágios avançados. Países que conseguem diminuir fatores de risco como obesidade e tabagismo, por exemplo, conseguem salvar vidas e reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde.


Os dados mostram que, entre 1990 e 2023, a incidência de câncer aumentou 36%, enquanto doenças pulmonares crônicas cresceram 49%. Já as doenças cardiovasculares tiveram alta superior a 27% no mesmo período.


Em 2023, uma em cada dez pessoas nos países da OCDE vivia com diabetes, enquanto uma em cada oito enfrentava algum tipo de doença cardiovascular.


A organização aponta três principais fatores para esse aumento: o crescimento da obesidade, a maior sobrevivência de pacientes com doenças crônicas e o envelhecimento da população.


Ainda conforme o relatório, mesmo sem mudanças nos fatores de risco, o número de novos casos dessas doenças deve crescer 31% entre 2026 e 2050, impulsionado principalmente pelo avanço da idade média da população.


Outro dado que chama atenção é o aumento da multimorbidade, quando uma pessoa convive com duas ou mais doenças. A previsão é de crescimento de 75% nos países da OCDE, além de um aumento superior a 50% nos gastos per capita com saúde relacionados a essas condições.


O cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao cuidado contínuo, diante de um desafio que deve marcar as próximas décadas.

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