Oficial da PM é preso após investigação apontar feminicídio contra a esposa
Laudos periciais e provas afastam hipótese de suicídio e apontam para feminicídio
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Laudos periciais e provas afastam hipótese de suicídio e apontam para feminicídio
A Justiça Militar decretou a prisão preventiva de um tenente-coronel da Polícia Militar investigado pela morte da esposa, que também integrava a corporação. A medida foi cumprida na tarde desta quarta-feira, 18 de março, após manifestação favorável do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
De acordo com a Promotoria de Justiça Militar, há indícios consistentes de que o caso se trata de feminicídio, afastando a hipótese inicial de suicídio. A manifestação foi assinada pelos promotores Giovana Ortolano Guerreiro, Marcel Del Bianco Cestaro e Vanessa Damasceno.
As investigações apontam a existência de provas da materialidade do crime e indícios relevantes de autoria, sustentados por laudos periciais, depoimentos e registros telemáticos. Também há suspeita de fraude processual relacionada ao caso.
Com a anuência do Ministério Público, o Tribunal de Justiça Militar autorizou ainda a apreensão de celulares, além da quebra do sigilo de dados telemáticos e eletrônicos do investigado.
Segundo os promotores, a prisão preventiva foi considerada necessária diante da gravidade do caso, do risco à ordem pública e à instrução criminal, além da possibilidade de interferência na produção de provas. Outro fator destacado foi a necessidade de preservação da hierarquia e disciplina militares, considerando a alta patente do oficial e o impacto institucional de sua liberdade.
Em nota, a promotora Giovana Ortolano Guerreiro afirmou que o caso já vinha sendo acompanhado, mas que foi preciso aguardar a conclusão de laudos periciais considerados fundamentais para embasar a manifestação do Ministério Público.
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