Padrinhos são presos suspeitos de envolvimento na morte de bebê
Exame preliminar de necropsia apontou asfixia como causa da morte do bebê
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Exame preliminar de necropsia apontou asfixia como causa da morte do bebê
Um bebê de quatro meses morreu na manhã deste domingo, 23 de agosto, em uma residência localizada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Dois adultos, um homem e uma mulher, foram presos em flagrante pela Polícia Civil do Paraná, suspeitos de envolvimento na morte da criança.
Segundo as informações divulgadas pela 4ª Central Regional de Flagrantes de Ponta Grossa, os pais do bebê teriam deixado a criança sob os cuidados de um casal, que seriam padrinhos do bebê, durante a madrugada, enquanto se ausentavam da residência.
Ao retornarem pela manhã, os genitores encontraram a criança sem sinais vitais e acionaram os serviços de emergência.
Durante os primeiros trabalhos de investigação, foram colhidos relatos de testemunhas e realizado exame de necropsia. Conforme o resultado preliminar, a asfixia foi apontada como causa da morte.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial entendeu haver indícios de autoria e materialidade suficientes para a prisão em flagrante dos dois suspeitos pelo crime de homicídio qualificado.
De acordo com a Polícia Civil, ao assumirem voluntariamente os cuidados de um bebê, os investigados teriam passado a ocupar uma posição de garantidores da integridade física da criança. A investigação busca apurar se houve apenas negligência ou se a conduta atribuída aos suspeitos indica que eles teriam assumido o risco de provocar a morte ao deixar de cumprir o dever de cuidado.
Os dois investigados permaneceram presos em flagrante e foram encaminhados ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça. A autoridade policial também representou pela conversão das prisões em flagrante em prisão preventiva.
O pedido ainda será analisado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, que poderão ter entendimento diferente quanto à classificação jurídica dos fatos e à necessidade de manutenção das prisões.
A Polícia Civil ressaltou que os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório e que prevalece o princípio da presunção de inocência até eventual condenação definitiva.
O inquérito policial continua em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias da morte do bebê.