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GERAL

Paraná reduz prazo para diagnóstico de febre amarela em primatas

Resultados que levavam cerca de 15 dias agora podem ser liberados em até cinco dias úteis

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Paraná reduz prazo para diagnóstico de febre amarela em primatas
SESA

O Paraná passou a realizar no Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas não humanos, reduzindo significativamente o tempo necessário para a liberação dos resultados.


Com a mudança, os laudos que antes levavam cerca de 15 dias para serem concluídos agora podem ficar prontos entre um e cinco dias úteis. A medida fortalece a vigilância epidemiológica e permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus no Estado.


Anteriormente, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com a descentralização do diagnóstico molecular, o processamento passa a ser realizado na estrutura do próprio Paraná, agilizando o monitoramento epidemiológico e a comunicação dos resultados aos municípios.


Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a vigilância da febre amarela em primatas, como bugios, macacos-prego e micos, é fundamental para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas, indicando precocemente a circulação do vírus em determinada região.


Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, equipes especializadas iniciam um protocolo de investigação que inclui a coleta de amostras biológicas para análise laboratorial.


De acordo com o secretário estadual da Saúde, César Neves, a descentralização representa um importante avanço para a vigilância epidemiológica, permitindo ações mais rápidas de prevenção e controle.


A diretora do Lacen/PR, Célia Fagundes da Cruz, destacou que a medida amplia a capacidade técnica do laboratório e fortalece a rede de diagnóstico do Estado.


Mesmo com a mudança, a Fundação Oswaldo Cruz continua sendo referência para análises complementares. Todas as amostras positivas continuarão sendo encaminhadas para sequenciamento genético, permitindo o monitoramento de possíveis mutações do vírus.


A Secretaria da Saúde reforça que os primatas não transmitem febre amarela aos seres humanos. A doença é transmitida por mosquitos silvestres infectados. A orientação é que a população comunique imediatamente às autoridades de saúde ou ambientais a presença de macacos doentes ou encontrados mortos.

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