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POLICIAL

PCPR cumpre prisões e bloqueia bens em investigação sobre apostas ilegais

Investigação aponta movimentação superior a R$ 28 milhões e indícios de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas ilegais de apostas

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PCPR cumpre prisões e bloqueia bens em investigação sobre apostas ilegais
19ªSDP/Francisco Beltrão

Na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, a Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão/Paraná, deflagrou a Operação Cartas Marcadas, voltada ao combate de crimes relacionados à lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra a economia popular, crimes contra o consumidor e publicidade enganosa envolvendo plataformas digitais de apostas.


Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como responsáveis pela divulgação e exploração de plataformas ilegais de apostas, popularmente conhecidas como “jogo do tigrinho”.


Entre os presos estão uma empresária de Francisco Beltrão, seu companheiro e sua mãe, todos integrantes do mesmo núcleo familiar investigado pela Polícia Civil.


As investigações tiveram início após informações compartilhadas pela Polícia Federal, que identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas. No decorrer das apurações, os policiais constataram uma movimentação superior a R$ 28 milhões entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo investigado.


Segundo a PCPR, foram identificados indícios de ocultação patrimonial, transferências fracionadas, circulação de recursos entre familiares e utilização de empresa para supostamente dissimular a origem dos valores, características frequentemente associadas à prática de lavagem de dinheiro.


As investigações apontam ainda que os suspeitos coordenavam, por meio de grupos de WhatsApp, outros influenciadores digitais encarregados de promover as plataformas de apostas. De acordo com a Polícia Civil, também foram encontradas evidências da utilização de contas demonstrativas falsas, conhecidas como “contas demo”, utilizadas para simular ganhos irreais e induzir consumidores a acreditar na obtenção de lucros fáceis.


Conforme a apuração, os divulgadores recebiam vantagens financeiras proporcionais ao número de novos usuários cadastrados e aos valores apostados nas plataformas.


Além das prisões preventivas, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens, com o objetivo de reunir novas provas, interromper as atividades investigadas e impedir o enriquecimento ilícito dos envolvidos.


As diligências foram realizadas em endereços residenciais e comerciais vinculados aos investigados no município de Francisco Beltrão/Paraná.


A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e eventuais vítimas relacionadas ao esquema criminoso. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais 181 ou diretamente à Polícia Civil.

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