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POLICIAL

PCPR mira organização criminosa com liderança em Londres

Ação mobiliza cerca de 100 policiais e busca atingir esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Paraná e em São Paulo

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PCPR mira organização criminosa com liderança em Londres
PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nas primeiras horas desta quinta-feira, 15 de outubro, uma operação contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Um dos principais fornecedores de entorpecentes, apontado como liderança do grupo, reside atualmente em Londres, na Inglaterra, de onde, segundo as investigações, coordenaria o abastecimento de drogas.



A operação conta com o apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) e mobiliza cerca de 100 policiais civis em Maringá, Sarandi, Praia de Leste, no Paraná, e Franco da Rocha, em São Paulo. As equipes também utilizam um helicóptero e cães de faro da PCPR.


Ao todo, são cumpridas 57 ordens judiciais, incluindo 21 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 14 de busca e apreensão, 16 medidas de bloqueio de contas bancárias e uma medida de sequestro de veículo.


A ação busca desarticular diferentes etapas da estrutura investigada, desde o fornecimento e armazenamento dos entorpecentes até a distribuição e a movimentação dos valores obtidos com a atividade criminosa.


As investigações tiveram início após a prisão de pessoas envolvidas na distribuição de drogas em Sarandi e se estenderam por aproximadamente um ano, em trabalho conjunto com o Ministério Público. A análise dos elementos apreendidos e o aprofundamento das diligências permitiram identificar uma estrutura mais ampla, responsável pelo abastecimento e pela comercialização de entorpecentes em Sarandi e Maringá, inclusive por meio de entregas na modalidade delivery.


Segundo o delegado da PCPR Leandro Munin, as principais lideranças e fornecedores investigados não residiam na região, mas utilizavam a internet para manter o controle das atividades. Um dos alvos, apontado como um dos principais fornecedores e liderança da organização, estaria em Londres, de onde coordenaria remotamente o abastecimento de drogas.


Outro fornecedor considerado relevante para o grupo foi identificado em Praia de Leste, no Litoral do Paraná.


A investigação também identificou uma divisão de tarefas entre diferentes integrantes, com núcleos responsáveis pela liderança, fornecimento atacadista, armazenamento, fracionamento, distribuição e entrega dos entorpecentes, além da movimentação financeira.


Os policiais apuraram ainda que algumas pessoas disponibilizavam contas bancárias para receber e movimentar valores provenientes do tráfico de drogas. A prática é investigada por possíveis mecanismos de ocultação e dissimulação da origem ilícita dos recursos.


A apuração também apontou possíveis vínculos com uma organização criminosa de atuação nacional. Conforme os levantamentos, um dos indivíduos que deram origem à investigação é sobrinho de um homem apontado como liderança dessa organização no Paraná, cujo paradeiro seria atualmente o Paraguai.


Investigação busca atingir o patrimônio do grupo


Além da identificação dos envolvidos, a PCPR concentrou parte do trabalho na estrutura financeira que sustentaria as atividades investigadas. Os bloqueios bancários e as medidas de constrição patrimonial buscam restringir a movimentação dos recursos e dificultar a reorganização econômica da organização.


A Polícia Civil informou que mantém cinco Laboratórios de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, vinculados ao Departamento de Inteligência Policial. As unidades atuam na análise de movimentações financeiras e na identificação de bens e valores relacionados a atividades criminosas.


A estratégia de descapitalização busca enfraquecer a capacidade de atuação e expansão das organizações, atingindo também os recursos utilizados para financiar suas operações.


Os alvos são investigados pelos possíveis crimes apurados, e a responsabilidade criminal de cada envolvido deverá ser estabelecida conforme o andamento das investigações e o devido processo legal.

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