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GERAL

Pedro Ortaca

Nasceu com a missão de cantar as missões

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Pedro Ortaca
Paulo Ademir Braun

A primeira vez que fui a São Luís Gonzaga, RS, tive a oportunidade de assistir o Pedro Ortaça cantando Timbre de Galo. Pensei que era um tipo arrogante, prepotente.  Quando conheci as músicas de autoria do compositor Vaine Darde, me identifiquei com a evocação: Eu nunca pedi bexiga pra patrão nem pra milico, por isso ninguém me obrigoa a ser pelego ou pinico. Não choro por rapariga e nem tiro chapéu pra rico, e concluía: Por bem me leva a guaiaca, fico liso sem um pila, porém a ponta de faca ninguém me tira da trilha. Afinal não tenho marca e nem herança de família, porque nasci livre. Imortalizada pelo  mesmo Pedro Ortaça, que desfez o meu pré-conceito. 


Pedro Ortaça foi um dos maiores representantes da  música nativista.  Além de baluarte da tradição foi responsável por fazer boa parte dos brasileiros, dar atenção as história do povo guarani, embretados nas reduções. As missões jesuíticas foram uma domesticação e a guerra Guaranitica, um massacre. Pedro Ortaça com sua arte jogou luz nesta tragédia. Muitas das suas músicas falam deste tema e a tradicional foto com a cruz de Lorena parecendo um celo no peito. Além de muitos vídeo clipes, filmado nas ruínas dos 7 povos das missões, demonstram a devoção.


A última música e vídeo clipe foi: Pena Guarani, impecável. Pedro Ortaça,  faleceu ontem 29/05, em Ijuí, considerado o último dos 4 troncos missioneiros - Noel Guarani, Senair Mayca e Jayme Caetano Braun - insubstituíveis. Pedro Ortaça será sepultado hoje em São Luís Gonzaga, RS. Foi o homen. Fica a obra. Grande patrimônio.


Conterrâneo do meu pai. Galo missioneiro, cantor e guitarreiro. Nasceu pra cantar, mostrar e defender o povo guarani, dizia em alto e bom som: "Sempre cantei minha terra com muita fibra, raça e garrão. Queira Deus que eu cruze o mundo sem nunca negar meu chão". Valeu Pedro Ortaça. 


 

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