Hoje, ao sair de casa, você já se deparou com um cachorro ou um gato de rua? Se mora em Santo Antonio do Sudoeste ou em qualquer outro município, é muito provável que sim. O problema dos animais abandonados está presente em praticamente todo o Brasil, e nossa cidade não é diferente
Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira
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Hoje, ao sair de casa, você já se deparou com um cachorro ou um gato de rua? Se mora em Santo Antonio do Sudoeste ou em qualquer outro município, é muito provável que sim. O problema dos animais abandonados está presente em praticamente todo o Brasil, e nossa cidade não é diferente.
Os animais não têm culpa. Eles estão nas ruas porque foram abandonados ou nasceram sem um lar. Mas, na prática, o que acontece? Muitas pessoas, com boas intenções, começam a alimentar esses cães e gatos na frente de suas casas. O problema é que, ao fazer isso, sem assumir a responsabilidade pelo animal, essa situação gera transtornos para os vizinhos. Esses animais começam a circular pelas redondezas, viram latas de lixo, quebram lixeiras, avançam em crianças e moradores. E quando alguém questiona a pessoa que os alimenta, a resposta geralmente é: "Eles não são meus".
Então, de quem é a responsabilidade? Da Prefeitura? Dos moradores? Das ONGs? Dos empresários? Da sociedade como um todo? Essa é uma questão que precisa ser debatida com seriedade. E, mais importante do que debater, precisamos agir.
Isso não é um problema de alguém, é um problema de todos nós!
O que estamos esperando? Quantas pessoas ainda ainda precisarão ser atacadas, quantos animais ainda precisam adoecer e morrer nas ruas até que medidas efetivas sejam tomadas? Precisamos sair do discurso e partir para a prática. Isso não é um problema apenas de compaixão pelos animais, mas uma questão de saúde pública, de segurança e de qualidade de vida para todos. Não podemos mais tratar essa situação como algo secundário ou empurrá-la para a responsabilidade de poucas pessoas.
É hora de parar de terceirizar a responsabilidade e entender que essa cidade é nossa, e o problema dos animais abandonados impacta diretamente a nossa vida e a vida de nossas famílias. Quantas vezes você já viu um cachorro avançando em alguém na rua? Ou um animal revirando lixo e espalhando sujeira por toda a cidade? Isso incomoda você? Então, essa luta também é sua!
A mudança só acontece com união e compromisso. É fundamental que as autoridades políticas se envolvam de verdade, que a polícia atue fiscalizando maus-tratos e abandonos, que o Ministério Público exerça seu papel de garantir a aplicação da lei, e que a sociedade entenda que cada um tem uma parte a cumprir. Sem esse envolvimento, qualquer tentativa de solução será ineficaz.
Além disso, os veículos de comunicação locais precisam estar engajados nessa causa. Essa não é uma bandeira individual, mas sim um esforço coletivo em busca de soluções reais. Eu me coloco à disposição para contribuir com essa iniciativa e acredito que todos os meios de comunicação da cidade também deveriam se envolver, deixando de lado qualquer disputa de ego e trabalhando juntos pelo bem-estar da população e dos animais. A informação e a conscientização são ferramentas poderosas para transformar essa realidade!
E aqui faço um chamado especial aos clubes de serviço, como o Lions Club e o Rotary Club. Vocês são peças-chave nessa causa! Essas instituições já realizam trabalhos sociais e têm um impacto significativo na comunidade. Imaginem o quanto poderiam contribuir se ajudassem a liderar campanhas de conscientização, arrecadação e apoio ao bem-estar animal. O envolvimento de todos é crucial para que possamos transformar essa realidade.
CANAL DE DENÚNCIA: UM PASSO URGENTE
Uma medida essencial e urgente para combater o abandono e os maus-tratos aos animais é a criação de um canal exclusivo de denúncia. Esse canal precisa garantir o sigilo absoluto do denunciante, para que as pessoas se sintam seguras ao relatar casos de negligência e crueldade. A denúncia deve ser acessível por telefone, aplicativo ou site, e os órgãos competentes devem estar prontos para agir com rapidez e eficiência.
Me coloco à disposição para criar o site da ONG que administrará esse canal, mas para isso, preciso de pessoas que queiram contribuir com ideias e apoio para que esse projeto se torne realidade. Essa iniciativa precisa do envolvimento de voluntários, profissionais da área jurídica, veterinários e comunicadores para que funcione de maneira eficaz e tenha impacto real. Se você quer fazer parte dessa mudança, entre em contato!
As autoridades municipais, juntamente com a polícia e o Ministério Público, precisam garantir que as denúncias recebidas sejam investigadas e que os responsáveis sejam punidos conforme a lei. Sem fiscalização e punição, continuaremos enxugando gelo e vendo as pessoas sendo atacadas e animais sofrendo sem consequências para quem os abandona ou maltrata.
FINANCIAMENTO E SUSTENTABILIDADE DO PROJETO
Para que esse projeto funcione de forma eficiente e contínua, é essencial garantir recursos financeiros. Algumas estratégias incluem:
Parcerias com empresas privadas, oferecendo incentivos fiscais em troca de apoio financeiro.
Verbas municipais e estaduais, por meio da criação de um Fundo Municipal de Proteção Animal.
Campanhas de arrecadação comunitária, promovendo eventos beneficentes e doações.
Crowdfunding, mobilizando a sociedade por meio de plataformas digitais.
Convênios com universidades e entidades de proteção animal, que podem fornecer suporte veterinário e logístico.
VISÃO A LONGO PRAZO
Uma vez que o projeto comece a funcionar de fato e tenha recursos garantidos, será essencial estabelecer uma equipe responsável, devidamente remunerada, para gerenciar todas as ações. Não podemos esperar que as pessoas se dediquem integralmente sem nenhuma contrapartida. No início, muitos trabalham por amor e dedicação, mas, para garantir a continuidade e a eficiência do projeto, precisamos profissionalizar essa gestão.
Esse projeto não pode ser apenas mais uma iniciativa passageira, mas sim uma política pública permanente, com planejamento, financiamento e pessoas comprometidas com a causa.
EXEMPLO DE SUCESSO: CASCAVEL - PR
Na cidade de Cascavel, um modelo semelhante foi implementado com grande sucesso. O Centro de Bem-Estar Animal (CBEA) foi criado para:
Recolher animais abandonados de maneira segura e humanizada.
Oferecer castração gratuita para controle populacional.
Promover adoção responsável, conectando animais resgatados a novos lares.
Estabelecer parcerias com empresas privadas, garantindo apoio financeiro e incentivos fiscais.
Implementar monitoramento e fiscalização, para coibir o abandono e multar responsáveis.
Os resultados foram visíveis: redução do número de animais de rua, menos acidentes e um impacto positivo na qualidade de vida da população. Esse modelo pode servir de inspiração para Santo Antonio do Sudoeste e outras cidades.
O problema dos animais de rua não é novidade. Todo mundo já viu, já ouviu falar e já comentou sobre isso. Mas agora, precisamos agir!
A responsabilidade precisa ser compartilhada entre o poder público, as empresas, os clubes de serviço, a sociedade e a comunicação local. A solução passa por educação, fiscalização, incentivos e, acima de tudo, pela conscientização de que essa cidade é nossa. O abandono e o sofrimento desses animais não podem mais ser tratados como algo normal. Podemos – e devemos – fazer melhor.
E você, o que acha dessa proposta? Comente, compartilhe e participe desse debate! Estou aberto a contribuir e debater esse tema. Me chame no WhatsApp: (46) 99114-3885.