PF deflagra nova fase da Operação Compliance Zero
Ação ocorreu em três estados e apura corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas
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Ação ocorreu em três estados e apura corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 14 de maio, a 6ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar as investigações contra uma organização criminosa suspeita de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
Ao todo, policiais federais cumpriram sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Além das prisões e buscas, também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos, além do sequestro e bloqueio de bens.
Entre os principais alvos da operação está Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, responsável pelo Banco Master
Henrique foi preso em Nova Lima/Minas Gerais e é suspeito de participação em organização criminosa e de ocultar cerca de R$ 2 bilhões em contas ligadas ao filho. O pai de Vorcaro também teria sido preso por suspeita de envolvimento no esquema investigado.
Um agente da Polícia Federal em atividade foi preso preventivamente por suspeita de vazar informações sigilosas para o grupo criminoso. Uma delegada da PF também foi alvo da operação e acabou afastada do cargo por suspeita de colaboração com o esquema.
Outro alvo apontado nas investigações é Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Segundo a PF, ele seria o coordenador operacional do grupo criminoso denominado “A Turma”, sendo acusado de utilizar credenciais de terceiros para invadir sistemas da Polícia Federal, Ministério Público Federal, FBI e Interpol.
Os investigados podem responder pelos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Segundo a Polícia Federal, a operação busca desarticular grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, suspeitos de obter dados sigilosos para antecipar diligências policiais e favorecer integrantes do esquema criminoso.
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