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POLICIAL

PF deflagra operação contra organização criminosa suspeita de contrabandear vinhos argentinos

Investigação começou após a apreensão de 4,2 mil garrafas de vinho avaliadas em mais de R$ 900 mil, em um depósito na Região Metropolitana de Curitiba

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PF deflagra operação contra organização criminosa suspeita de contrabandear vinhos argentinos
PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 15 de outubro, a Operação Nerovino, para desarticular uma organização criminosa investigada por introduzir, armazenar, distribuir e comercializar vinhos de origem argentina no Brasil sem o recolhimento dos tributos federais devidos. A ação mobiliza mais de 100 policiais federais e cumpre 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em Ampére, no Sudoeste do Paraná.


As ordens judiciais foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba e são cumpridas em municípios do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Piauí, além do Distrito Federal. No Paraná, as diligências ocorrem em Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama.


Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados. A medida busca evitar que bens supostamente adquiridos com recursos provenientes das atividades criminosas sejam transferidos ou ocultados durante o andamento das investigações.


Segundo a Polícia Federal, foram identificados indícios de que o grupo registrava bens em nome de familiares e terceiros para esconder a identidade dos verdadeiros proprietários e dificultar a fiscalização e a atuação das autoridades.


A operação também contou com o apoio da Receita Federal em um dos endereços investigados, onde havia suspeita da existência de um depósito de mercadorias estrangeiras introduzidas irregularmente no país.


Investigação começou em 2025


As investigações tiveram início em março de 2025, após uma ação policial que resultou na apreensão de aproximadamente 4,2 mil garrafas de vinho de origem estrangeira em um depósito localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, as mercadorias foram avaliadas em mais de R$ 900 mil.


A análise dos materiais apreendidos levou os investigadores a identificar indícios de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação em diferentes regiões do país.


De acordo com as apurações, o grupo utilizava uma estrutura logística para introduzir vinhos argentinos irregularmente no Brasil, transportá-los até centros de armazenamento na região de Curitiba e, posteriormente, distribuí-los a revendedores de diversos estados.


Para tentar dar aparência de legalidade às operações, os investigados utilizariam empresas de fachada, documentos fiscais com informações ideologicamente falsas e contas bancárias de terceiros. A estratégia, conforme a investigação, teria como objetivo dificultar a fiscalização tributária e esconder os responsáveis pelas transações comerciais e pela movimentação financeira.


Também foram identificados indícios de que familiares e outras pessoas eram utilizados para movimentar valores e adquirir bens supostamente comprados com os lucros da atividade criminosa.


Os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de outras infrações que eventualmente sejam identificadas no decorrer das investigações.

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