Ponte bilionária pode mudar rota de cargas entre Paraná e Mato Grosso do Sul
Projeto prevê ponte sobre o Rio Paraná com investimento de R$ 1,37 bilhão e prazo de até 4 anos para execução
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Projeto prevê ponte sobre o Rio Paraná com investimento de R$ 1,37 bilhão e prazo de até 4 anos para execução
Na manhã deste sábado, 21 de março, os governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul receberam o anteprojeto de uma ponte que pretende ligar os dois estados sobre o Rio Paraná. A proposta prevê a conexão entre o distrito de Porto São José, em São Pedro do Paraná, e o município de Taquarussu.
O projeto estima investimento de R$ 1,37 bilhão e prevê a construção de uma travessia com cerca de dois quilômetros de extensão. Caso avance nas próximas etapas, a execução da obra deve levar aproximadamente 48 meses após a emissão da ordem de serviço.
A iniciativa é tratada como estratégica para o escoamento da produção agropecuária e para a criação de um novo corredor logístico entre o Sul e o Centro-Oeste. A expectativa é de redução de cerca de 100 quilômetros no trajeto de cargas com destino ao Porto de Paranaguá, um dos principais portos exportadores do país.
O anteprojeto foi elaborado pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá e entregue oficialmente aos governos estaduais. A partir de agora, o projeto entra em uma fase técnica que inclui estudos ambientais, como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), considerados essenciais para obras desse porte.
Além da ponte, o planejamento inclui intervenções complementares para viabilizar o novo eixo de circulação. No lado paranaense, está prevista a restauração de aproximadamente 19,8 quilômetros da PR-577, além da construção de um contorno em Porto São José. Já no Mato Grosso do Sul, o projeto contempla a implantação de cerca de 30 quilômetros da MS-473 e a construção de um viaduto de acesso em Taquarussu.
Apesar do avanço com a entrega do anteprojeto, a obra ainda depende de etapas decisivas, como a conclusão dos estudos ambientais, elaboração do projeto executivo e a abertura do processo licitatório. Esses procedimentos podem levar anos até que a construção efetivamente comece.
A proposta surge em meio à demanda crescente por melhorias na infraestrutura logística da região, especialmente para atender o aumento da produção agrícola e industrial. Ainda assim, especialistas apontam que o sucesso do empreendimento dependerá da viabilidade ambiental, da garantia de recursos e da integração com outras rodovias já existentes.
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