Porto de Paranaguá registra maior operação de cevada em um navio
Aumento do calado e investimentos logísticos permitiram a movimentação de desembarque de 50 toneladas
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Aumento do calado e investimentos logísticos permitiram a movimentação de desembarque de 50 toneladas
O navio graneleiro Mercury Island, vindo da Argentina, descarregou 50 mil toneladas de cevada no berço 202 do Porto de Paranaguá. A operação foi concluída nesta quarta-feira, 18 de março, estabelecendo o recorde de maior volume do produto movimentado em um único navio no Estado. Após o desembarque, a carga segue para o interior do Paraná.
O recorde anterior havia sido registrado pelo navio Akra, em 26 de janeiro deste ano, com a movimentação de 49.448 toneladas. De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados estão diretamente ligados à ampliação do calado operacional. “Esses recordes sequenciais só são possíveis com o aumento do calado, que permite receber navios cada vez mais carregados”, destacou.
Os investimentos constantes em dragagem possibilitaram ampliar o calado operacional, que corresponde à distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Com maior profundidade, os navios podem transportar mais mercadorias em uma única viagem, aumentando a capacidade da estrutura portuária e reduzindo custos logísticos.
Em menos de um ano, a empresa pública recebeu duas autorizações para ampliar o calado. Em dezembro de 2024, passou de 12,8 metros para 13,1 metros e, em setembro de 2025, chegou a 13,3 metros. Os 50 centímetros adicionais permitiram, por exemplo, o embarque de cerca de 3,7 mil toneladas a mais por navio.
A movimentação de cevada também registrou crescimento significativo nos portos paranaenses. No comparativo entre o primeiro bimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, o volume passou de 123.404 toneladas para 165.338 toneladas, aumento de 34%.
Além de ser a principal matéria-prima da cerveja tradicional, a cevada também é utilizada na alimentação humana e na produção de ração animal. Segundo o diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, mesmo sendo o maior produtor de cevada do Brasil, o Paraná mantém forte demanda interna pelo produto.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam que, em 2024, o Paraná contava com 174 cervejarias registradas, número 3% maior que o do ano anterior. Entre 2020 e 2024, o setor investiu cerca de R$ 5 bilhões na fabricação da bebida, aquisição de insumos, modernização dos processos produtivos e produção de embalagens.
Entre os investimentos recentes, está a expansão da cervejaria Heineken em Ponta Grossa, inaugurada em 2024, com aporte superior a R$ 1,5 bilhão e apoio do programa Programa Paraná Competitivo. A ampliação mais que dobrou a capacidade produtiva da fábrica, permitindo a inclusão de novos rótulos no portfólio da empresa no Brasil.
Outro investimento importante foi anunciado no final de 2025, quando a Cooperativa Agrária e a Ireks do Brasil formalizaram um protocolo de intenções para investir R$ 1,1 bilhão na unidade industrial no distrito de Entre Rios, Guarapuava. O projeto prevê a construção de duas novas plantas e a modernização da maltaria existente.
Com o investimento no complexo da Agrária Malte, a cooperativa passará a produzir maltes caramelizados e torrados em escala industrial, tornando-se a primeira do Brasil a fabricar maltes especiais desse tipo em grande escala, insumo que atualmente é importado.
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