Saúde alerta para risco de leptospirose com aumento das chuvas no outono
Mesmo com queda nos casos, autoridades reforçam prevenção diante do aumento de alagamentos
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Mesmo com queda nos casos, autoridades reforçam prevenção diante do aumento de alagamentos
Com a chegada do outono e a previsão de chuvas acima da média, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná emitiu um alerta sobre os riscos da leptospirose, doença grave associada principalmente a enchentes e alagamentos.
A leptospirose é uma zoonose bacteriana transmitida pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de animais infectados, especialmente ratos. Em áreas urbanas, o risco é maior em locais com histórico de enchentes, acúmulo de lixo e drenagem inadequada.
Apesar da redução nos números em 2026, o cenário ainda exige atenção. Entre janeiro e março deste ano, o Paraná registrou 45 casos confirmados da doença, contra 116 no mesmo período de 2025. O número de notificações também caiu, assim como os óbitos, que passaram de 10 para um.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, é fundamental redobrar os cuidados neste período. Ele destaca que a doença está frequentemente relacionada a situações do cotidiano, como contato com água de enchentes, lixo, rios contaminados e presença de roedores.
Os sintomas costumam surgir entre 7 e 14 dias após a exposição e podem ser confundidos com outras doenças, como gripe. Entre os principais sinais estão febre alta, dor de cabeça, dores musculares — especialmente nas panturrilhas —, além de náuseas e falta de apetite.
A principal forma de prevenção é evitar o contato com água de alagamentos. Caso isso não seja possível, a orientação é utilizar equipamentos de proteção, como botas e luvas, além de realizar a higienização adequada após a exposição.
Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, já que o diagnóstico precoce é essencial para o tratamento, que é feito com antibióticos.
A Secretaria reforça que, embora seja uma doença tratável, a leptospirose pode evoluir para quadros graves e até levar à morte se não for diagnosticada a tempo.
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