SUS recebe medicamento 100% nacional
Medicamento será usado por pacientes transplantados e reforça o SUS
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Medicamento será usado por pacientes transplantados e reforça o SUS
O Ministério da Saúde anunciou, na noite desta terça-feira, 24 de março de 2026, no Rio de Janeiro (RJ), um conjunto de medidas consideradas estratégicas para o fortalecimento do sistema público de saúde no país. Entre os destaques estão a entrega do primeiro lote de tacrolimo com produção 100% nacional e o investimento de R$ 90 milhões em inovação e pesquisa na área da saúde.
O tacrolimo é um medicamento essencial para pacientes transplantados, utilizado para evitar a rejeição de órgãos como rim, fígado e coração. Com a produção nacional, o Brasil passa a ter maior autonomia no fornecimento do remédio, reduzindo a dependência de importações e garantindo maior segurança diante de crises internacionais.
A produção do medicamento é resultado de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do laboratório Farmanguinhos, e a farmacêutica brasileira Libbs. O primeiro lote, com mais de um milhão de unidades, foi produzido no Rio de Janeiro e ainda passará por etapas de validação antes de ser distribuído ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Além da entrega do medicamento, o governo federal anunciou investimentos voltados ao desenvolvimento tecnológico. Do total de R$ 90 milhões, R$ 60 milhões serão destinados à criação do primeiro Centro de Competência em Vacinas e Terapias com RNA mensageiro do país, coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A iniciativa visa ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas e fortalecer a resposta a futuras emergências sanitárias.
Outros R$ 30 milhões serão direcionados à criação de seis novas unidades de pesquisa e inovação, voltadas para áreas como biofármacos, dispositivos médicos, química medicinal e saúde digital. O objetivo é aproximar o setor científico da indústria, facilitando a transformação de pesquisas em soluções aplicáveis ao SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, as ações integram uma estratégia mais ampla para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e garantir maior sustentabilidade ao sistema público. A iniciativa busca assegurar acesso contínuo a tratamentos e ampliar a capacidade do país de enfrentar desafios globais na área da saúde.
Atualmente, cerca de 100 mil pacientes no Brasil utilizam o tacrolimo de forma contínua. Com a produção nacional consolidada, a expectativa é de maior estabilidade no fornecimento e redução de vulnerabilidades na cadeia de medicamentos.
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