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19/02/2025 08:01

SUSPEITO OU CRIMINOSO? O QUE A IMPRENSA PODE OU NÃO DIZER



E se a imprensa se precipita? O que acontece quando um jornalista chama um suspeito de criminoso antes da condenação?

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SUSPEITO OU CRIMINOSO? O QUE A IMPRENSA PODE OU NÃO DIZER

Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira

Siga o meu Instagram: @jr_vieira.oficial

Imagine a seguinte cena: Você está assistindo ao noticiário e vê um homem sendo algemado, exposto como criminoso. Imagens de câmeras mostram ele perto do local do crime. Testemunhas apontam o dedo. Tudo parece indicar que ele é o culpado.

Dias depois, a Justiça descobre que houve um erro. Ele não cometeu o crime. Mas já é tarde: sua reputação foi destruída, sua família humilhada, sua vida virou um inferno.

A pergunta que muita gente faz é: “Se o suspeito foi pego no flagrante, por que a imprensa não pode chamá-lo de criminoso logo?”

A resposta está na lei. E entender essa diferença pode ser a linha entre justiça e linchamento público.

Antes de continuar, quero saber sua opinião: Você já refletiu sobre como uma manchete pode mudar a vida de alguém para sempre? Deixe seu comentário!

PRISÃO NÃO É CONDENAÇÃO – A LEI É CLARA

A Constituição Federal, no artigo 5º, inciso LVII, determina:

"Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória."

Isso significa que só um juiz pode condenar alguém.

A polícia pode prender, reunir provas e encaminhar à Justiça. Mas enquanto não houver sentença, essa pessoa é suspeita, não criminosa.

Se essa regra não existisse, qualquer um poderia ser condenado sem julgamento, sem defesa e sem provas concretas. Isso já aconteceu muitas vezes.

O PERIGO DA CONDENAÇÃO PÚBLICA ANTES DA JUSTIÇA

E se a imprensa se precipita? O que acontece quando um jornalista chama um suspeito de criminoso antes da condenação?

A reputação dessa pessoa já era.

 A família dela sofre humilhação e preconceito.

Ela pode perder o emprego, os amigos e a dignidade.

Casos assim não são raros.

Caso recente: Em 2023, um jovem de São Paulo foi acusado injustamente de assalto e ficou preso por 17 dias. As câmeras de segurança mostravam um homem parecido com ele, mas não era ele. Mesmo depois da soltura, teve dificuldades para conseguir emprego. Seu nome foi manchado para sempre.

Caso Amarildo (2014): O pedreiro desapareceu após ser levado por policiais no Rio de Janeiro. A imprensa divulgou boatos de que ele teria ligações com o tráfico. No final, foi provado que ele foi torturado e morto pela polícia. Mas a imagem dele já estava destruída.

A imprensa não pode julgar antes da Justiça. Informação precipitada destrói vidas.

"MAS CHAMAR DE SUSPEITO NÃO É PASSAR PANO?"

De forma alguma. Chamar alguém de suspeito não protege criminosos, protege qualquer cidadão contra injustiças.

E se um dia fosse você o acusado de um crime que não cometeu? Como se sentiria ao ver seu nome jogado na lama antes de se defender?

A lei não existe para proteger bandidos. Ela existe para garantir que ninguém seja condenado antes da hora.

CONCLUSÃO: JUSTIÇA NÃO SE FAZ NA MANCHETE

O jornalista informa. A polícia investiga. A Justiça condena.

Quando cada um cumpre seu papel, evitamos injustiças e garantimos que criminosos sejam condenados do jeito certo, sem margem para erro.

Agora quero saber sua opinião: Você acha que a imprensa deve seguir a lei ou pode arriscar julgamentos antes da Justiça? Comente e compartilhe esta coluna especial!

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Todos temos a responsabilidade de contribuir para um mundo melhor, ajudando o próximo sempre que possível.

É ASSIM QUE PENSO! 




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