Astrônomos descobrem planeta "escondido" há mais de 10 anos
Beta Pictoris d estava presente em imagens registradas há 11 anos, mas passou despercebido
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Beta Pictoris d estava presente em imagens registradas há 11 anos, mas passou despercebido
Uma equipe internacional de astrônomos anunciou a descoberta de Beta Pictoris d, o terceiro planeta conhecido a orbitar a estrela Beta Pictoris, localizada a cerca de 63 anos-luz da Terra. O achado chama a atenção por se tratar de um dos exoplanetas mais leves e mais tênues já observados diretamente a partir de telescópios instalados em solo.
A descoberta foi realizada com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO). Após identificar o novo planeta, os pesquisadores analisaram imagens arquivadas e constataram que ele já aparecia em registros feitos há 11 anos, mas havia passado despercebido devido ao brilho de outro planeta do sistema.
Segundo os cientistas, a descoberta ocorreu de forma inesperada. A equipe estudava o planeta Beta Pictoris b, já conhecido pelos pesquisadores, quando percebeu um segundo objeto nas imagens.
O novo planeta é um gigante gasoso, semelhante a Júpiter ou Saturno, porém possui cerca de 2,4 vezes a massa de Júpiter, sendo muito menos massivo que os outros dois planetas conhecidos do sistema, que têm aproximadamente dez vezes a massa do maior planeta do Sistema Solar.
Além disso, Beta Pictoris d é cerca de 100 vezes mais tênue que Beta Pictoris b, tornando-se um dos exoplanetas mais difíceis já capturados por observação direta. Esse tipo de imagem é considerado um grande desafio, pois a intensa luminosidade da estrela costuma ofuscar completamente os planetas ao seu redor.
A descoberta também foi confirmada por uma equipe independente utilizando o Telescópio Espacial James Webb (JWST). Os dois estudos foram publicados na revista científica The Astrophysical Journal Letters.
De acordo com os pesquisadores, Beta Pictoris passa a ser apenas o segundo sistema planetário conhecido com imagens diretas de três exoplanetas, ficando atrás apenas do sistema HR 8799.
Os cientistas afirmam que o novo planeta também ajuda a explicar a estrutura do disco de detritos que circunda a estrela, formado por restos do processo de formação planetária.
A equipe acredita que a descoberta reforça a possibilidade de que outros planetas ainda estejam ocultos em observações antigas e que futuras pesquisas, especialmente com o Extremely Large Telescope (ELT), atualmente em construção pelo ESO, poderão revelar novos mundos até então escondidos nos arquivos astronômicos.
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