Brasil e Paraguai discutem ações conjuntas de saúde em regiões de fronteira
Reunião em Assunção debate vacinação, monitoramento epidemiológico e integração dos sistemas de saúde nas regiões fronteiriças
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Reunião em Assunção debate vacinação, monitoramento epidemiológico e integração dos sistemas de saúde nas regiões fronteiriças
O Paraná participa nesta sexta-feira, 08 de maio, em Assunção, no Paraguai, de uma missão internacional voltada ao fortalecimento da vigilância em saúde nas regiões de fronteira.
O encontro reúne representantes dos Ministérios da Saúde do Brasil e do Paraguai, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), além das secretarias estaduais de saúde do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Representam o Paraná o secretário estadual da Saúde, César Neves, e a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), Maria Goretti David Lopes.
A missão integra o projeto “Monitoramento para Vigilância em Saúde na Fronteira Brasil–Paraguai”, criado para ampliar a capacidade de resposta a emergências sanitárias e fortalecer o monitoramento epidemiológico nas áreas de fronteira.
Entre as ações debatidas estão a criação de uma rede integrada de vigilância em saúde, compartilhamento de dados epidemiológicos em tempo real, implantação de sistemas binacionais de alerta precoce, definição de um calendário unificado de vacinação e integração dos sistemas de informação dos dois países.
Também estão previstas capacitação de profissionais de saúde, elaboração de protocolos conjuntos de comunicação e notificação de doenças, além do fortalecimento da estrutura sanitária nos municípios fronteiriços.
A integração das ações ganhou destaque diante do cenário internacional envolvendo o sarampo. Apesar de o Brasil estar livre da circulação endêmica da doença, as autoridades reforçam que o fluxo constante de pessoas nas fronteiras exige monitoramento permanente.
A proposta ainda prevê o uso de inteligência digital, georreferenciamento e modernização tecnológica dos centros de vigilância em saúde, criando um modelo de cooperação que poderá servir de referência para outras regiões de fronteira do Mercosul.