Três irmãs são indiciadas por venda ilegal de medicamentos de uso hospitalar
Segundo a Polícia Civil, uma das investigadas atua como enfermeira obstetra
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Segundo a Polícia Civil, uma das investigadas atua como enfermeira obstetra
A Polícia Civil do Paraná concluiu as investigações sobre uma rede estruturada de comercialização ilegal de medicamentos de uso restrito hospitalar em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Estado, e indiciou três irmãs, de 25, 27 e 28 anos, pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A investigação foi conduzida pelo 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, em ação coordenada com a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da DEIC/DCAC.
O caso teve início após uma denúncia técnica encaminhada pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), que identificou um perfil no Instagram anunciando a venda ilegal de pílulas abortivas à base de misoprostol (Cytotec), utilizando um número de telefone de Santa Catarina. No entanto, o trabalho de inteligência revelou que as responsáveis pelas publicações residiam e atuavam em Ponta Grossa, onde mantinham a estrutura utilizada para a comercialização dos medicamentos.
Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência das investigadas, em Ponta Grossa. No local, os policiais recolheram aparelhos eletrônicos e obtiveram autorização judicial para a quebra do sigilo telemático. Embora não tenham sido encontrados estoques físicos dos medicamentos, a perícia realizada nos celulares apreendidos identificou um grupo virtual estruturado, no qual as investigadas dividiam funções específicas, como atendimento aos clientes, definição de preços e organização das vendas em larga escala.
Segundo a Polícia Civil, uma das investigadas atua como enfermeira obstetra. As apurações indicam que os medicamentos comercializados possuem uso e distribuição exclusivos em ambiente hospitalar, conforme regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e sua venda sem controle representa risco à saúde pública.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a autoridade policial formalizou o indiciamento das três mulheres. Elas responderão ao processo em liberdade. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que darão sequência aos procedimentos legais.