Conteúdos violentos contra a mulher viralizam na internet
Entenda como a chamada machosfera amplia discursos misóginos online
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Entenda como a chamada machosfera amplia discursos misóginos online
Uma trend que circula nas redes sociais tem gerado forte repercussão ao mostrar homens simulando agressões contra mulheres após receberem um “não” em propostas de relacionamento. Nos vídeos, os participantes encenam socos, chutes e até ataques com faca como reação à rejeição.
O conteúdo começou a se espalhar justamente em um momento em que cresce o debate público sobre o aumento da violência contra mulheres no país. A repercussão provocou críticas de diversos setores e levantou questionamentos sobre os limites desse tipo de publicação nas plataformas digitais.
A deputada federal Duda Salabert afirmou que denunciou os perfis responsáveis pelos vídeos ao Ministério Público. Em publicação nas redes sociais, ela criticou a circulação desse tipo de conteúdo e defendeu maior responsabilização das plataformas.
Segundo a parlamentar, as publicações podem ser interpretadas como incentivo ao ódio contra mulheres e evidenciam a necessidade de discutir regras mais rígidas para o ambiente digital. Ela também defendeu a aprovação de um projeto de lei de sua autoria que busca tipificar como crime a misoginia coordenada e coletiva nas redes sociais.
Especialistas apontam que conteúdos desse tipo podem ter consequências jurídicas. De acordo com a advogada criminalista Pamela Villar, caso uma pessoa cometa uma agressão inspirada nesse tipo de vídeo, tanto o autor da agressão quanto quem produziu o conteúdo podem ser responsabilizados criminalmente.
Segundo a jurista, se alguém agredir uma mulher após ela recusar um relacionamento, poderá responder por lesão corporal. Em situações em que várias pessoas reproduzam o mesmo roteiro apresentado na trend, quem publicou o vídeo também pode ser responsabilizado em cada um dos casos, o que pode resultar em penas mais severas.
A repercussão do caso intensificou o debate sobre responsabilidade nas redes sociais e sobre os limites entre entretenimento, liberdade de expressão e conteúdos que possam estimular violência.
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