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GERAL

Copel reforça plano de prevenção para enfrentar impactos do Super El Niño

Estratégia reforça resposta a fenômenos climáticos severos

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Copel reforça plano de prevenção para enfrentar impactos do Super El Niño
João Pedro de Amorim Junior / Copel

A Copel promoveu, na última terça-feira, 28 de julho, em Curitiba, um encontro que reuniu meteorologistas e profissionais das áreas de operação, infraestrutura e gerenciamento de campo para alinhar estratégias de prevenção e resposta aos impactos do Super El Niño. A iniciativa faz parte do planejamento da companhia para enfrentar o aumento da frequência de eventos climáticos extremos previsto para o último quadrimestre de 2026.


O fórum integra uma série de ações preparatórias da empresa antes do Workshop de Eventos Extremos, marcado para o dia 12 de agosto, e do seminário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que será realizado no dia 20, em Brasília, com foco na resiliência do setor elétrico brasileiro diante dos efeitos do fenômeno climático.


Segundo a Copel, o objetivo é fortalecer a coordenação entre equipes multidisciplinares para garantir uma resposta mais rápida em casos de tempestades severas, vendavais, granizo e até tornados. A empresa também investe na ampliação das equipes operacionais e no uso de tecnologias que permitem antecipar o deslocamento de recursos e equipamentos para as regiões com maior risco.


Como exemplo da capacidade de resposta, a companhia relembrou a atuação em Rio Bonito do Iguaçu, atingido por um tornado F5 em novembro de 2025. Na ocasião, cerca de 200 profissionais, distribuídos em 40 equipes, reconstruíram 11 quilômetros de rede elétrica e substituíram 350 postes danificados em apenas quatro dias.


Além das ações emergenciais, a Copel intensificou o trabalho preventivo em todo o Paraná. No primeiro semestre deste ano, foram inspecionadas aproximadamente 571 mil árvores e realizados 257 mil serviços de poda, volume 12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O contato da vegetação com a rede elétrica representa cerca de 40% das interrupções de energia provocadas por fatores externos, especialmente durante tempestades.


Para o monitoramento das condições meteorológicas, a empresa conta com prognósticos semanais da Climatempo e acompanhamento em tempo real realizado pelo Simepar. De acordo com os especialistas, o Super El Niño deverá influenciar fortemente o clima entre setembro e novembro, aumentando o risco de chuvas intensas, enchentes, tempestades com ventos fortes, granizo e possibilidade de tornados na Região Sul.


As previsões indicam que o Paraná terá temperaturas acima da média já em agosto. Para a região Sudoeste, são esperados entre 70 e 100 milímetros de chuva no mês. Em novembro, considerado o período mais crítico, os acumulados poderão ficar até 200 milímetros acima da média na região Sudoeste, enquanto o Oeste e o Litoral também devem registrar volumes elevados.


Segundo os meteorologistas, o fenômeno, classificado como El Niño Muito Forte, pode alcançar aquecimento de até 3,6°C nas águas do Oceano Pacífico Equatorial, configurando um dos eventos mais intensos da história. Diante desse cenário, a recomendação é acompanhar os boletins meteorológicos e os avisos oficiais para reduzir os impactos causados pelos eventos climáticos extremos.

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