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Crianças do campo brilham no 1º Prêmio de Queijos Coloniais do Clube da Bezerra na Expobel

A grande vencedora foi Júlia Ariati, de 8 anos, da comunidade Nova Secção

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Crianças do campo brilham no 1º Prêmio de Queijos Coloniais do Clube da Bezerra na Expobel
ACEFB IMPRENSA EXPOBEL

A revelação do 1º Prêmio de Queijos Coloniais do Clube da Bezerra foi um dos momentos especiais realizados neste sábado, 14 de março, durante a 32ª Expobel, em Francisco Beltrão. 


A atividade valorizou o trabalho das famílias do campo e incentivou as novas gerações a manterem viva a tradição da produção colonial.


A iniciativa da Secretaria Municipal de Agricultura reuniu crianças do interior em uma experiência que vai muito além de uma competição, despertando desde cedo o amor pelo campo e pelas tradições da produção rural.



Segundo a secretária municipal de Agricultura, Denise Adamchuk, o projeto nasceu da união de várias entidades e do apoio da administração municipal. “É um trabalho, um projeto da Secretaria Municipal de Agricultura com o Clube da Bezerra. Este ano, com o apoio do nosso prefeito Pedron, junto com a UTFPR, a Cresol, a Rumo e toda a equipe da Secretaria da Agricultura, a gente conseguiu fazer o primeiro prêmio do queijo colonial do Clube da Bezerra. São crianças filhas de agricultores, produtores de leite, que fizeram queijo em casa com a sua produção. Lá da propriedade trouxeram para a gente poder premiar o primeiro, segundo e terceiro lugar, que passaram por uma banca de avaliação”, explicou.


A secretária também destacou que todo o processo foi acompanhado desde o início, envolvendo aprendizado, dedicação e participação das famílias. “As crianças mandavam fotos e vídeos do preparo e da cura, que ficou 30 dias sendo curado em casa. Todo esse trabalho a gente visitou as propriedades e foi acompanhando para chegar neste projeto inovador, agora na questão da sucessão familiar, mas também na transformação da matéria-prima”, ressaltou Denise.


Cada participante recebeu sua própria forminha e produziu o queijo que entrou na competição. Ao todo, 19 crianças participaram, demonstrando talento e dedicação no preparo dos queijos coloniais.


Vencedora se emociona com o resultado


A grande vencedora foi Júlia Ariati, de 8 anos, da comunidade Nova Secção. Estudante da Escola Maria Helena Vandresen, ela se emocionou ao ouvir seu nome sendo anunciado como a vencedora do primeiro lugar.


Júlia conta que teve apoio da família, principalmente da avó, que ensinou a receita tradicional do queijo.


“Meu pai tirou o leite da minha vaca e a minha avó esquentou um pouquinho para fazer o queijo. Depois ela colocou o coalho para formar a massa, a gente esperou um pouco e colocou na forma. Também colocamos o peso em cima para ele ficar no formato. Depois viramos o queijo e deixamos na geladeira. Hoje eu trouxe ele aqui”, contou.


Surpresa com a vitória, a pequena produtora já pensa em continuar aprendendo e experimentando novas receitas. “Posso tentar fazer outras receitas para vender e ganhar dinheiro”, disse Júlia, que recebeu R$ 1.500 de premiação e ainda não decidiu como pretende usar o valor. “Não faço a mínima ideia”, brincou.


Mais do que uma competição, o prêmio se tornou uma experiência de aprendizado e valorização da cultura do campo, incentivando a sucessão familiar e mostrando que o futuro da produção rural também passa pelas mãos das novas gerações.


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