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Cristo vive: a noite em que a esperança voltou a brilhar

Vigília Pascal na Paróquia Santo Antonio de Pádua recorda que Cristo vive, Aleluia

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Cristo vive: a noite em que a esperança voltou a brilhar
Mídia Sudoeste

No sábado, 04 de abril, na Paróquia Santo Antonio de Pádua, os fiéis viveram uma das celebrações mais profundas da fé cristã: a Vigília Pascal. Uma noite marcada pelo silêncio, pela esperança e pela certeza de que, mesmo após a dor da cruz, a vida sempre vence.


Do lado de fora da igreja, diante da escuridão da noite, iniciou-se o primeiro momento da celebração: a Benção do Fogo Novo. Não era apenas uma chama acesa. Era um sinal. Um símbolo vivo de que Cristo é a luz que vence todas as trevas do pecado, da dor e da morte. Na tradição cristã, o fogo sempre recorda a presença de Deus, uma presença que purifica, que transforma e que renova a vida.



Diante daquela chama nova, o sacerdote tomou o Círio Pascal, a grande vela que representa o próprio Cristo Ressuscitado. Com gestos solenes e cheios de significado, ele marcou o Círio com a cruz, recordando o sacrifício de Jesus na cruz por amor à humanidade. Em seguida, foram traçadas as letras Alfa e Ômega, sinal de que Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas.


Também foi marcado o ano atual, lembrando que Deus é o Senhor do tempo e da história, e que continua caminhando conosco em cada momento da nossa vida.


Então aconteceu um gesto profundamente simbólico. O sacerdote inseriu cinco grãos de incenso no Círio Pascal, representando as cinco chagas de Jesus sofridas na cruz: a mão direita, a mão esquerda, o pé direito, o pé esquerdo e o lado aberto pela lança. Feridas de dor, mas também feridas de amor… porque foi através delas que nasceu a nossa salvação.


Em seguida, o Círio Pascal foi aceso no Fogo Novo, ali mesmo, em frente à igreja. A chama começou a brilhar na noite escura, como um anúncio silencioso de que algo extraordinário estava acontecendo: a vitória da vida sobre a morte.


Com o Círio aceso, iniciou-se então a procissão de entrada na igreja.


As portas se abriram e os fiéis acompanharam o sacerdote que carregava aquela luz. Dentro da igreja, todas as luzes estavam apagadas. Reinava o silêncio. Reinava a escuridão.


A cada passo, o sacerdote proclamava com fé:


“Eis a Luz de Cristo.”


E o povo respondia com esperança:


“Demos graças a Deus.”


Da chama do Círio, as velas dos fiéis começaram a ser acesas. Primeiro algumas… depois muitas… e logo toda a igreja estava iluminada apenas pela luz suave das velas.


Era a luz da Ressurreição se espalhando.


Era a luz de Cristo tocando cada coração.


Naquele momento, cada chama representava uma vida iluminada pela presença de Deus. Porque a Ressurreição não é apenas um acontecimento do passado. Ela continua acontecendo em cada pessoa que acredita, que espera e que confia.


Depois veio um dos momentos mais emocionantes da celebração: o desvelamento das imagens.


Durante a Quaresma, as imagens permanecem cobertas por véus roxos, como sinal de silêncio, de penitência e de espera. Mas naquela noite tudo muda.


Quando Cristo ressuscita, o luto termina.


A tristeza dá lugar à alegria.


Os véus são retirados.


As imagens são reveladas novamente.


E naquele instante, as luzes da igreja se acendem.


Os sinos tocam.


A igreja se enche de alegria.


É como se o próprio céu anunciasse ao mundo inteiro a maior vitória da história:


Jesus vive.


Jesus ressuscitou.


Aleluia.


Aquilo que estava escondido agora é revelado. A glória de Deus volta a ser contemplada. A vida vence a morte. A esperança vence o medo.


Mas a celebração continua conduzindo os fiéis a outro momento profundamente simbólico: a Benção da Água Batismal.


Se o fogo representa a luz que vence as trevas, a água representa a vida nova que nasce da Ressurreição.


O sacerdote recorda que a água esteve presente em toda a história da salvação. Na criação do mundo. No dilúvio que renovou a terra. Na travessia do Mar Vermelho, quando o povo encontrou a liberdade.


Agora aquela água recebe uma nova bênção.


O sacerdote pede que o Espírito Santo desça sobre ela, para que se torne fonte de vida nova.


Então acontece um gesto de grande beleza e significado.


O Círio Pascal é mergulhado na água três vezes.


É como se Cristo tocasse aquela água com a força da Ressurreição.


É como se a vida nova que brota da luz passasse agora para a água.


É como se aquela fonte estivesse sendo preparada para gerar novos filhos de Deus.


Diante desse mistério, toda a comunidade permanece de pé, com as velas acesas nas mãos.


E juntos, os fiéis fazem a Renovação das Promessas do Batismo.


É um momento de recordar a própria fé. De lembrar o dia em que cada um foi mergulhado na vida de Cristo. De renovar o compromisso de caminhar na luz do Evangelho.


Logo depois, o sacerdote asperge os fiéis com a água recém-abençoada.


As gotas caem sobre o povo como um sinal de purificação e de vida nova.


É como se Deus dissesse novamente a cada coração:


“Eu faço novas todas as coisas.”


A água recorda que os pecados ficaram para trás. Que um novo caminho começa. Que Cristo ressuscitado caminha com seu povo.


Logo em seguida os fiéis se aproximaram do altar para receber a Sagrada Comunhão, vivendo um dos momentos profundos da fé cristã. Ao comungar o Corpo de Cristo, cada pessoa se une ao gesto de entrega total de Jesus ao Pai. Nesse instante sagrado, a vida de cada fiel com suas dores, esperanças e alegrias é colocada junto ao sacrifício de Cristo. É um encontro íntimo entre Deus e o coração humano. Um momento de profunda entrega e amor, no qual Deus se oferece ao ser humano e o fiel se entrega, com fé, ao amor de Deus. 


Assim termina a noite mais santa da Igreja.


Uma noite que começa na escuridão…


Mas termina na luz.


Uma noite que recorda a cruz…


Mas proclama a vitória da vida.


Porque naquela noite a Igreja anuncia ao mundo inteiro, com fé, com alegria e com esperança:


Jesus vive.


Jesus ressuscitou.


Aleluia.

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