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GERAL

Dermatite atópica pode afetar pele, sono e autoestima

Doença inflamatória e crônica provoca coceira intensa e pode apresentar períodos de melhora e piora

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Dermatite atópica pode afetar pele, sono e autoestima
Mídia Sudoeste

A dermatite atópica é uma doença inflamatória e crônica da pele que pode afetar não apenas a saúde cutânea, mas também o sono, a rotina, a autoestima e o convívio social. O principal sintoma é a coceira, que pode ser intensa e levar ao surgimento de feridas, deixando a pele sensível e dolorosa.


A doença costuma se manifestar principalmente em regiões de dobras, como atrás dos joelhos, nos cotovelos e no pescoço. Também pode atingir o rosto, a região ao redor dos olhos e as mãos. Os sintomas e os locais afetados podem variar de uma pessoa para outra.


A dermatologista Rosana Lazzarini, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que não existe uma causa única definida para a dermatite atópica. Fatores genéticos, ambientais e imunológicos podem contribuir para o surgimento e a manifestação da doença. Segundo a médica, os mesmos fatores genéticos também estão associados a condições como asma e rinite.


O diagnóstico é clínico e realizado a partir da avaliação médica. Não existe um exame laboratorial específico capaz de confirmar a dermatite atópica. Na consulta, são observadas as características das lesões, o histórico da doença, a ocorrência de períodos de melhora e piora e a presença de coceira de difícil controle. Em alguns casos, exames podem ser solicitados para complementar a avaliação ou descartar outras doenças.


Entre os fatores que podem desencadear ou agravar as crises estão condições ambientais e situações que aumentam a irritação da pele. Estresse também pode contribuir para a piora dos sintomas em algumas pessoas.


Além das manifestações físicas, a doença pode interferir diretamente na qualidade de vida. A coceira intensa pode prejudicar o sono e, consequentemente, o rendimento na escola e no trabalho. As lesões visíveis também podem provocar constrangimento, isolamento social e situações de preconceito, especialmente quando a doença é confundida com condições contagiosas.


A dermatite atópica não é contagiosa.


O tratamento depende da gravidade e das características de cada caso. Um dos principais cuidados é manter a pele hidratada para ajudar na preservação da barreira cutânea. Cremes ou loções hidratantes podem precisar ser aplicados de duas a três vezes ao dia, especialmente quando a pele está muito ressecada.


Os cuidados durante o banho também fazem parte do tratamento. A recomendação é que seja rápido, com água morna ou fria, evitando água quente e o uso excessivo de sabonete, que pode aumentar o ressecamento e a irritação da pele.


Medicamentos podem ser utilizados para controlar a coceira e a inflamação, incluindo corticosteroides tópicos adequados à região afetada. Em casos mais graves, podem ser indicados medicamentos de ação sistêmica, como imunossupressores, além de fototerapia com UVB de banda estreita.


Para pessoas com quadros mais graves, existem ainda medicamentos específicos que atuam em diferentes pontos do processo inflamatório. Segundo a dermatologista, essas opções podem ser indicadas quando outros tratamentos não apresentam resposta suficiente. No entanto, são medicamentos de alto custo.


A dermatite atópica é uma doença crônica, o que significa que pode apresentar períodos de melhora e de piora. Por isso, o acompanhamento médico é importante para identificar os fatores que agravam os sintomas e ajustar o tratamento conforme a necessidade de cada paciente.


No Brasil, 23 de setembro é o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, data oficializada pela Lei nº 14.916/2024. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a doença e combater o preconceito enfrentado por pacientes.


A orientação médica é fundamental para o diagnóstico e para a definição do tratamento. Pessoas com coceira persistente, lesões recorrentes ou alterações na pele devem procurar avaliação de um profissional de saúde.

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