Exército apresenta sistema com IA para coordenar enxames de drones
Projeto nacional busca integrar drones aéreos e terrestres em operações militares com maior precisão e menor risco para tropas
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Projeto nacional busca integrar drones aéreos e terrestres em operações militares com maior precisão e menor risco para tropas
O Exército Brasileiro apresentou, no última semana, um projeto nacional voltado ao uso coordenado de múltiplos drones em operações militares. A iniciativa é conduzida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), por meio do Instituto Militar de Engenharia (IME), e envolve pesquisas nas áreas de robótica, inteligência artificial e sistemas autônomos.
O projeto, denominado “Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres: Guiamento, Controle e Navegação (EVAAT-GCN)”, conhecido como Sistema “Enxame de Drones”, tem como objetivo desenvolver um demonstrador tecnológico capaz de coordenar diversos robôs autônomos, tanto aéreos quanto terrestres, para atuação integrada em missões militares.
A proposta prevê que os drones operem de forma colaborativa, compartilhando informações em tempo real e tomando decisões de maneira distribuída. Com essa tecnologia, será possível realizar missões como reconhecimento, vigilância e apoio de fogo com maior precisão, além de reduzir a exposição de militares a situações de risco.
De acordo com o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, general de Exército Hertz Pires do Nascimento, o projeto apresenta resultados práticos de pesquisas financiadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Segundo ele, o sistema prevê o uso de drones de reconhecimento e drones armados, equipados com diversos sensores e com capacidades tecnológicas consideradas disruptivas. A expectativa é concluir o desenvolvimento até o final deste ano.
O projeto também busca criar bases para que a tecnologia evolua para um sistema padronizado de uso pelo Exército Brasileiro. A produção futura poderá ser realizada por empresas da Base Industrial de Defesa nacional.
Iniciado há cerca de um ano, o projeto já se encontra em estágio avançado de desenvolvimento. Entre as próximas etapas previstas estão a integração de recursos de realidade virtual e aumentada para interação com o sistema, o aumento do número de drones operando simultaneamente e a incorporação de novos equipamentos, como aeronaves de asa fixa e veículos terrestres autônomos.
O desenvolvimento conta com investimento da FINEP, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Além da equipe de pesquisadores e estudantes do Instituto Militar de Engenharia, participam do projeto instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).
Atualmente, o Exército Brasileiro conduz 48 projetos de pesquisa em parceria com a FINEP, envolvendo áreas como defesa cibernética, tecnologias quânticas, robótica, inteligência artificial, radares e sensores, proteção balística e defesa química, biológica, radiológica e nuclear.
Durante a apresentação do projeto, também foram apresentados os resultados das iniciativas em andamento, com destaque para a aplicação dos recursos e os avanços obtidos. A atividade teve como objetivo demonstrar a utilização dos investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento voltados à área de defesa.
O diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FINEP, doutor Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, destacou a importância da divulgação dos resultados das pesquisas realizadas em parceria com o Exército e o impacto dessas iniciativas no desenvolvimento tecnológico do país. Segundo ele, os investimentos contribuem para inovação, geração de conhecimento e fortalecimento da Base Industrial de Defesa.
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