Família poliafetiva de Atibaia planeja criação compartilhada de bebê
Grupo vive sob o mesmo teto, mas legislação brasileira não reconhece união com mais de uma pessoa
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Grupo vive sob o mesmo teto, mas legislação brasileira não reconhece união com mais de uma pessoa
Um relacionamento poliafetivo formado por um homem e seis mulheres, residente em Atibaia/São Paulo, ganhou repercussão nas redes sociais após a empresária Laís Rocha, de 27 anos, relatar publicamente a rotina do grupo. Grávida do primeiro filho, ela afirmou que a criança será criada de forma compartilhada por todos os integrantes da família.
O grupo vive na mesma casa e divide responsabilidades domésticas, financeiras e afetivas. Além de Laís, a família é composta pelo motoboy Ivan Rocha, de 36 anos, e por Ana Carolina, Natália Ferrari, Camili Sousa, Maria Eduarda da Silva e Juliana Aires. Segundo Laís, todas as mulheres participam ativamente da organização da casa e do planejamento familiar.
A gravidez foi planejada após uma perda gestacional registrada em junho de 2025. De acordo com a empresária, a chegada do bebê é aguardada por todos os integrantes, e a criação será coletiva. O grupo também afirma que pretende, futuramente, que outra integrante engravide.
Laís e Ivan estão juntos há cerca de 10 anos. A decisão de ampliar o relacionamento ocorreu poucos meses após o casamento civil, por iniciativa da empresária. Atualmente, o grupo afirma viver uma configuração conhecida como relacionamento em “V”, na qual as mulheres se relacionam apenas com Ivan. Segundo Laís, o relacionamento não é aberto e é baseado em acordos internos e transparência.
Apesar da convivência coletiva, a legislação brasileira não permite o reconhecimento legal de uniões envolvendo mais de uma pessoa. O Código Civil, no artigo 1.521, proíbe o casamento de pessoas já casadas, vedando a bigamia no ordenamento jurídico brasileiro. Além disso, o artigo 235 do Código Penal tipifica a bigamia como crime, prevendo pena de dois a seis anos de reclusão para quem contrair novo casamento sendo legalmente casado.
Por esse motivo, Ivan é legalmente casado apenas com Laís. O grupo informou que pretende realizar uma cerimônia simbólica de união em novembro deste ano, sem qualquer validade jurídica.
Segundo Laís, o modelo de convivência exige constantes ajustes, mas o grupo afirma manter o relacionamento com base em diálogo e consentimento entre todos os envolvidos.
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