A lição desta caminhada é curta e grossa: Se você quer vencer no Brasil, crie pele de jacaré. Pare de pedir desculpas por dar certo. A inveja alheia é o imposto que o medíocre te cobra por você ter tido a coragem que ele não teve.
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Junior Vieira
Por que o cemitério de CNPJs é tão cheio?
Decidi postar isso hoje, sábado, 14 de março, porque não é só um texto. É um soco no estômago necessário. No meio de uma das minhas caminhadas, ouvindo o Roberto Justus no podcast Irmãos Dias, uma frase me travou e me fez refletir sobre a nossa realidade: "O brasileiro é um povo invejoso", afirma Roberto Justus.
Dói ouvir? Dói. Mas é a verdade nua e crua que ninguém tem coragem de falar na sua cara.
Olha os números do Sebrae: metade das empresas que abrem no Brasil morrem antes de soprar a primeira vela de um ano. E por que o cemitério de CNPJs é tão cheio? Porque o cara acha que ter uma "ideia bonitinha" é ter um negócio. Não é. Ter empresa aqui não é seguir mapa; é usar um Waze que recalcula a rota toda hora. O caminho muda, as leis retroagem, o imposto te sufoca e você nunca sabe como vai terminar o dia.
Como o pequeno sobrevive com juros de 20% ao ano no lombo? O dinheiro custa caro demais. Você já começa o jogo com a corda no pescoço antes de ver a cor do primeiro real de lucro.
O Justus não deu palestra, ele abriu a ferida: contou que aos 26 anos chorava lágrimas de sangue com a primeira empresa. Chorava de verdade. Mas cadê o "especialista" de rede social para ver isso? Ninguém vê a sua insônia, mas todo mundo quer julgar o seu terno azul na manhã seguinte. É a covardia de quem olha o passado com as informações que só o presente deu. Querem te ferver em óleo por um erro, ignorando 50 anos de história.
Sabe por quê? Porque aqui o sucesso ofende.
O nosso povo é o melhor do mundo para ajudar na desgraça. Se tem enchente, o cara tira a camisa do corpo para doar. Mas basta o vizinho prosperar, comprar um carro melhor ou crescer na vida, que o veneno começa a escorrer. "Ah, ele roubou", "fez esquema", "aquela ali só está lá por aquilo". Nunca é pelo esforço. Nunca é pela honestidade. É o prazer doentio de puxar quem está subindo de volta para o balde.
É por isso que programa de demissão e fofoca dá tanta audiência. O povo quer sangue. Quer ver a queda, o tombo, a humilhação. Um amigo confessou ao Justus: "Eu te odiava porque você era bem-sucedido e tinha mulher bonita". O brilho de quem vence cega quem prefere a sombra da própria preguiça.
A lição desta caminhada é curta e grossa: Se você quer vencer no Brasil, crie pele de jacaré. Pare de pedir desculpas por dar certo. A inveja alheia é o imposto que o medíocre te cobra por você ter tido a coragem que ele não teve.
Eu não me incomodo com o sucesso de ninguém. Eu admiro. Eu estudo quem chegou lá. O sucesso do outro não tira o meu lugar. Quem pensa pequeno foca no vizinho; quem pensa grande foca no destino.
Vou deixar o link do podcast abaixo. Ouça. Indico porque vai te ajudar a entender o jogo real e a limpar essa mentalidade de perdedor.
Estamos aqui, eu e você, aprendendo e avançando todo santo dia. Empreender no Brasil é uma guerra, mas a gente não para. A gente continua caminhando e produzindo.
Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira
É ASSIM QUE EU PENSO
Deixo aqui o vídeo na íntegra. Vale a pena assistir para entender o jogo real do empreendedorismo.