Menu

Idioma
JORNAL DIGITAL
Informações
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026
Visitantes Total
13.750.927
Hoje
8.094
Cotações
Dólar
R$ --
Euro
R$ --
Peso ARG
R$ --
Farmácia de Plantão

Brasil Poupa Lar 10/01 a 16/01

Redes Sociais
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
GERAL

Fronteira Metafísica

A envergadura existencial

Compartilhar
Fronteira Metafísica
Paulo Ademir Braun

Eu passo o dia inteiro, num processo rotineiro, insistindo que a humanidade está dormindo, e vai despertar. Não vai! O ser humano já deu o que tinha que dá. A decadência é simétrica em consonância com a genética dominante, presente na grande maioria dos humanos, que estão em processo de reprodução. A seleção genética é implacável e é favorável aos decadentes.


A reflexão é um auto reflexo. Desconexa, a pergunta reflete a inquietação da interlocutora: Você conseguirá sustentar o seu ateísmo até o fim do seus dias? Eu respondi que tudo depende da deterioração da minha estrutura cerebral. A crença é inversamente proporcional a elasticidade cerebral. A deterioração é uma sentença biológica. E a lógica implacável da religião tem esta composição, de crescer na decomposição do tecido social. 


Um exemplo cabal que tatuou a minha retina, aconteceu na minha última visita a Argentina. No último dia do ano passado, eu voltei à primordial linha Telina. Cordão umbilical da minha ligação com o inusitado ou eldorado do contrabando. A Telina era a tera das cantinas. O inusitado e as novidades nas minhas aventuras de piá. Que beleza de lugar, parecia um altar no alto da colina, acessado por algumas trilhas clandestinas. Atravessar para a Argentina era como ascender ao paraíso. Já foi, e é preciso entender que tudo tende a piorar, até desaparecer, tal qual vai acontecer com a minha vida, que vai piorando até eu morrer. É da vida. É preciso aceitar. É a inércia da existência. E aquele lugar que antes fora um jardim, hoje resta um retrato cabal de que chegou perto do fim. 7 igrejas evangélicas resplandecem como 7 velas que fazem o lume, no final do túnel. Praticamente nenhum comércio. Nenhuma cantina e uma rotina arrastada. Um ar de tapera que desespera de tanto ouvir sobre os moradores que já não vivem mais. É a sina que se cumpriu, como a correnteza de um rio, onde a existência deságua. 


A vista à Telina foi como um divã destinado a analisar e concluir o que é impossível evitar: a decadência. Uma sentença, se a existência se sustentar sobre alicerces metafísicos. O mágico e o místico são artifícios que nos atrai para espiral do ponto final. Tão fatal quanto seria terminar o dia com a morte da minha tia. Tia Leonida, tão querida e exemplar que apenas apagou, porque gastou toda a energia que tinha, para os seus quase 97 anos. 

Galeria de Fotos

11 fotos

Mais Notícias

  • Banner