Homem é indiciado por criar pornografia com inteligência artificial para se vingar de mulher
Investigação apontou que o crime foi motivado por vingança após a vítima ignorar tentativas de contato
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Investigação apontou que o crime foi motivado por vingança após a vítima ignorar tentativas de contato
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, concluiu o inquérito que investigava um caso de crimes cibernéticos envolvendo o uso de inteligência artificial para a criação e divulgação de conteúdo pornográfico falso. O principal suspeito foi formalmente indiciado.
Segundo as investigações, a vítima começou a receber mensagens de perfis desconhecidos informando que supostas fotos íntimas suas haviam sido publicadas em uma plataforma de conteúdo adulto. Em seguida, o suspeito enviou imagens manipuladas e links que direcionavam para um álbum hospedado em um site pornográfico.
No local, os investigadores constataram a existência de montagens produzidas com tecnologia deepfake, nas quais o rosto da vítima foi inserido digitalmente em corpos nus de terceiros. O conteúdo ainda continha a identificação da mulher por meio do seu nome de usuário em uma rede social, ampliando a exposição.
Durante a apuração, a Polícia Civil identificou que o investigado tentava entrar em contato com a vítima desde 2023 por meio das redes sociais. Conforme o inquérito, a produção e divulgação das imagens falsas ocorreram como forma de vingança após as tentativas de aproximação serem ignoradas.
O homem alegou, durante o interrogatório, que seus dispositivos teriam sido invadidos por terceiros. No entanto, de acordo com a Polícia Civil, a versão não foi confirmada pelas evidências técnicas reunidas ao longo da investigação.
O suspeito foi indiciado pelo crime previsto no artigo 218-C, § 1º, do Código Penal, que trata da divulgação ou publicação de conteúdo pornográfico, incluindo montagens que simulem a participação de uma vítima real em cenas de nudez ou ato sexual, com agravante pela motivação de vingança.
Após solicitação da autoridade policial, o site que hospedava o material removeu as publicações.
Concluído, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão continuidade às medidas legais cabíveis.