Levantamento mostra que 52% aceitam celular próprio para crianças até os 12 anos
Levantamento do Instituto Locomotiva ouviu 1.367 adultos entre setembro e outubro
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Levantamento do Instituto Locomotiva ouviu 1.367 adultos entre setembro e outubro
Uma pesquisa do Instituto Locomotiva apontou que 82% dos adultos brasileiros são contra crianças de até 3 anos ficarem diante de celulares. O levantamento, divulgado na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, também mostrou que 52% dos entrevistados aceitam que crianças ganhem um aparelho próprio até os 12 anos.
O estudo ouviu 1.367 homens e mulheres com 18 anos ou mais, entre 28 de setembro e 6 de outubro. A divulgação ocorreu às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro.
Entre os entrevistados, 75% se posicionaram contra o uso de celulares por crianças de 4 a 7 anos. Já entre adolescentes de 13 a 17 anos, 88% são favoráveis ao uso desses dispositivos.
Percepção sobre brincadeiras e telas
A pesquisa também investigou a percepção dos adultos sobre as atividades das crianças. Segundo os dados, 83% acreditam que as crianças de hoje não querem mais brincar na rua e preferem ficar no celular ou assistir à televisão.
Por outro lado, 73% consideram que brincar na rua é melhor para as crianças do que permanecer diante das telas.
Recomendações para o uso de telas
O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal, recomenda que crianças menores de 2 anos não sejam expostas a telas, com exceção de situações como videochamadas com familiares.
O levantamento também abordou a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde 2026, estabelece medidas de proteção para os mais jovens, incluindo regras relacionadas à supervisão parental no uso de redes sociais.
Pesquisa também aborda estereótipos de gênero
Outro tema analisado foi a relação entre brincadeiras e gênero. De acordo com o levantamento, 63% dos brasileiros acreditam que não deve haver distinção entre brincadeiras de meninos e meninas.
Apesar disso, 36% dos entrevistados consideram errado que meninos brinquem de boneca e meninas brinquem de carrinho. A reprovação foi maior entre os homens, com 46%, do que entre as mulheres, com 27%.
Os resultados mostram diferentes percepções dos brasileiros sobre o uso de dispositivos digitais na infância, as atividades de lazer e os estereótipos relacionados às brincadeiras.