Noite mais longa do ano marca chegada oficial do inverno no domingo
Evento astronômico ocorre às 5h25 e dá início ao período de temperaturas mais baixas no Brasil
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Evento astronômico ocorre às 5h25 e dá início ao período de temperaturas mais baixas no Brasil
Na madrugada de domingo, 21 de junho, o Hemisfério Sul vivenciará um dos fenômenos astronômicos mais importantes do ano: o solstício de inverno. O evento ocorrerá às 5h25, no horário de Brasília, marcando oficialmente o início do inverno de 2026 e trazendo consigo a noite mais longa e o dia mais curto do ano.
O fenômeno acontece porque o eixo da Terra possui uma inclinação de aproximadamente 23,5 graus em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol. Durante o solstício, o Hemisfério Sul atinge sua máxima inclinação para longe do astro, recebendo menos radiação solar ao longo do dia e, consequentemente, registrando menos horas de luz natural.
Segundo o climatologista Márcio Sônego, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o solstício ocorre quando o Sol atinge sua posição máxima sobre o Trópico de Câncer, localizado a cerca de 23°27' de latitude norte. Enquanto no Hemisfério Norte ocorre o dia mais longo do ano, no Hemisfério Sul é registrada a noite mais extensa.
Por convenção astronômica e meteorológica, a data do solstício é utilizada para marcar oficialmente o início do inverno em diversos países do Hemisfério Sul, incluindo o Brasil.
A palavra "solstício" tem origem no latim e resulta da união dos termos sol (Sol) e stitium (parar ou permanecer imóvel). O nome faz referência ao aparente movimento do Sol no céu, que parece mudar muito pouco de posição nos dias próximos ao fenômeno.
Um dado científico curioso é que, durante o inverno, a Terra encontra-se mais próxima do Sol do que durante parte do verão. Isso ocorre porque as estações do ano não são determinadas pela distância entre a Terra e o Sol, mas sim pela inclinação do eixo terrestre. A diferença de distância entre os dois corpos ao longo do ano é de cerca de 5 milhões de quilômetros, enquanto a inclinação do planeta é o fator responsável pela variação na quantidade de luz e calor recebidos em cada hemisfério.
Além de marcar uma transição astronômica, o solstício de inverno também sinaliza mudanças climáticas importantes. A estação costuma ser associada à redução das temperaturas, ocorrência de geadas, formação de nevoeiros e maior frequência de massas de ar frio, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
A partir deste domingo, os dias começam gradualmente a ficar mais longos no Hemisfério Sul. Embora o frio ainda se intensifique nas próximas semanas, a duração da luz solar aumenta lentamente até a chegada da primavera, prevista para setembro.
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