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GERAL

O MARKETING QUE NÃO FUNCIONA MAIS

É por isso que as organizações mais ágeis já não possuem apenas um "time de marketing". Elas estruturam o que chamo de "Time de Atenção". São profissionais dedicados a criar narrativas e ideias capazes de interromper o fluxo infinito do scroll por alguns segundos cruciais.

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O MARKETING QUE NÃO FUNCIONA MAIS
Junior Vieira

O MARKETING QUE NÃO FUNCIONA MAIS


Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira


Ainda é comum observar empresas que utilizam as redes sociais como extensões obsoletas de suas vitrines físicas. O ciclo é repetitivo: postam o produto, anunciam o preço, lançam uma promoção e aguardam, passivamente, pela conversão.


Esse modelo foi eficaz por décadas no mundo offline. A lógica era geográfica: uma vitrine bem montada em uma rua movimentada garantia o interesse de quem passava. No entanto, o ecossistema digital não funciona como uma calçada comercial. As redes sociais são plataformas de entretenimento e educação.


O usuário não acessa o Instagram ou o YouTube em busca de interrupções publicitárias. Ele busca distração, aprendizado ou conexão. É precisamente por ignorar essa premissa que muitos negócios produzem conteúdo diariamente, mas enfrentam o silêncio da audiência: sem interação, sem alcance e sem vendas.


O problema não reside no algoritmo, mas na insistência em aplicar o marketing de interrupção em um ambiente que exige o marketing de intenção e valor.


A Economia da Atenção


Vivemos hoje uma disputa silenciosa e feroz: a guerra pela atenção. No cenário atual, a atenção é um ativo mais escasso e valioso do que o próprio capital financeiro. Afinal, sem atenção não há descoberta, e sem descoberta, a venda é impossível.


É por isso que as organizações mais ágeis já não possuem apenas um "time de marketing". Elas estruturam o que chamo de "Time de Atenção". São profissionais dedicados a criar narrativas e ideias capazes de interromper o fluxo infinito do scroll por alguns segundos cruciais.


A Metáfora da Água


Para facilitar a compreensão, utilizo uma analogia simples: no mundo offline, você aprendeu a caminhar. Desenvolveu habilidades de balcão, exposição e propaganda tradicional. Contudo, migrar para o digital é como entrar na água.


Dentro da água, caminhar é inútil. É necessário aprender a nadar. Trata-se de outro ambiente, com uma física própria e exigindo habilidades distintas. Quem tenta aplicar a lógica do "chão firme" no digital acaba submergindo; quem aprende a dinâmica do meio atravessa o rio com maestria.


O Poder da Utilidade Pública


O formato de conteúdo que mais escala hoje é o de utilidade pública. É o conteúdo que resolve um problema, ensina uma técnica ou oferece uma perspectiva nova. Quando uma marca entrega valor real antes de realizar uma oferta, ocorre um fenômeno poderoso: o post torna-se uma moeda de troca social.


As pessoas compartilham aquilo que as faz parecerem úteis ou inteligentes perante seus círculos. Nesse momento, o conteúdo ganha vida própria e circula organicamente.


Conclusão: Crédito e Autoridade


Rede social não é vitrine; é o acúmulo de atenção através da geração constante de valor. Ao ensinar, compartilhar bastidores e ajudar o seu público, você constrói um estoque de crédito de confiança. Quando o cliente finalmente decide pela compra, ele não buscará o menor preço, mas sim quem o ajudou durante a jornada.


Fica a reflexão para quem gere negócios ou comunicação: ao visitar o seu perfil hoje, o usuário encontra um catálogo de vendas ou uma fonte de soluções?


No digital, quem foca apenas na venda, satura a audiência. Quem se dedica a servir, escala.


Se você aprendeu alguma coisa com esta coluna, faça ela cumprir o seu papel: compartilhe com mais alguém.


Conteúdo de utilidade pública só faz sentido quando circula, quando chega em quem precisa aprender, refletir ou mudar alguma coisa na própria realidade.


Se esta leitura te trouxe algum insight, não guarde só para você. Passe adiante.


 


Porque conhecimento parado não transforma ninguém.
Conhecimento compartilhado transforma comunidades.


É ASSIM QUE EU PENSO.

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