Operação prende 10 suspeitos de roubos de cargas na BR-116
Grupo é investigado por cerca de 20 roubos registrados entre 2025 e 2026.
Pressione ESC para fechar
Grupo é investigado por cerca de 20 roubos registrados entre 2025 e 2026.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu 10 pessoas durante a segunda fase de uma operação contra uma organização criminosa especializada em roubos de cargas na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). A ação foi realizada na segunda-feira, 3 de agosto, para cumprir 23 ordens judiciais.
Ao todo, foram cumpridos dez mandados de prisão. Quatro deles foram contra investigados que já estavam no sistema prisional, enquanto outros seis foram presos durante a operação nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré. Um investigado continua foragido.
As investigações tiveram início em janeiro de 2025 e apontam que a organização criminosa atuava em roubos de cargas nas rodovias da Região Metropolitana de Curitiba e também no Estado de São Paulo. Conforme a Polícia Civil, o grupo é suspeito de participação em aproximadamente 20 crimes praticados entre maio de 2025 e janeiro de 2026.
A primeira fase da operação ocorreu em maio de 2025, quando 16 suspeitos foram presos. Com o avanço das investigações e a atuação conjunta entre a PCPR, a PRF e as Guardas Municipais de São José dos Pinhais e de Campina Grande do Sul, novos integrantes foram identificados.
Entre os presos estão dois homens detidos em flagrante em janeiro de 2026 após participarem do roubo de um caminhão na BR-116, em Campina Grande do Sul. A ação criminosa terminou em um grave acidente que provocou a morte de seis ocupantes de uma van. Um deles é apontado como um dos líderes da organização.
Segundo o delegado André Feltes, os criminosos monitoravam o tráfego durante a noite e escolhiam caminhões, principalmente baús e frigoríficos, para cometer os roubos. Após renderem os motoristas, levavam as cargas para estradas vicinais, onde realizavam o transbordo em locais com pouca cobertura de telefonia.
As investigações também apontaram que o grupo aproveitava acidentes registrados na rodovia para roubar cargas. Em outras ações, os criminosos emparelhavam veículos com caminhões em movimento e efetuavam disparos contra os para-brisas para obrigar os motoristas a parar. Em pelo menos dez ocorrências foram encontradas marcas de tiros nos veículos atacados.
Durante os crimes, os investigados utilizavam veículos com sinais identificadores adulterados, balaclavas, coletes balísticos, rádios comunicadores e armas de grosso calibre, incluindo armamentos de uso restrito.
De acordo com a PRF, a integração entre as forças de segurança foi fundamental para o compartilhamento de informações de inteligência e para o cumprimento das ordens judiciais.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, além dos responsáveis pela receptação e comercialização das cargas roubadas. Os investigados responderão pelos crimes de roubo circunstanciado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e organização criminosa.