Paciente inicia fisioterapia após aplicação experimental de polilaminina
Homem de 70 anos começou processo de reabilitação dois dias após procedimento
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Homem de 70 anos começou processo de reabilitação dois dias após procedimento
Dois dias após receber a aplicação experimental de polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o paciente João Luiz Miqueline, de 70 anos, iniciou nesta quinta-feira, 05 de março, o processo de reabilitação no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR), também na capital paranaense.
Morador de Colombo, o paciente sofreu um acidente doméstico em dezembro, quando caiu de uma altura aproximada de três metros e fraturou a coluna. Desde então, ele permanece internado e recebe atendimento multidisciplinar que inclui fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição e acompanhamento psicológico.
Na primeira sessão de fisioterapia, João Luiz conseguiu ficar em pé com o auxílio de barras de apoio, surpreendendo a equipe de reabilitação.
De acordo com o médico ortopedista Bruno Bodanese, gerente técnico da unidade hospitalar, a previsão inicial é de cerca de duas semanas de reabilitação intensiva no hospital. Durante esse período, o paciente recebe acompanhamento de uma equipe composta por diferentes especialidades, incluindo fisioterapia pélvica e fisioterapia aquática. Após a alta hospitalar, o tratamento deverá continuar de forma ambulatorial.
A polilaminina é um composto experimental brasileiro desenvolvido para auxiliar na regeneração de nervos após lesões na medula espinhal. A substância atua como uma estrutura que favorece o crescimento e a reconexão neural. Apesar do potencial terapêutico, o produto ainda está em fase de pesquisa clínica e não possui aprovação final da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso amplo.
O procedimento foi realizado pelo médico neurocirurgião João Elias Ferreira El Sarraf. O avanço das pesquisas envolvendo a polilaminina também foi apresentado ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, em reunião no Palácio Iguaçu, em Curitiba.
Segundo o governo estadual, a rede de saúde do estado poderá auxiliar na logística de transporte do medicamento e no treinamento de profissionais para a aplicação do composto durante as próximas etapas da pesquisa.
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