Paraná alcança 17 aplicações de terapia experimental para lesões medulares
Pacientes que recebem a polilaminina passam por acompanhamento intensivo pelo SUS
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Pacientes que recebem a polilaminina passam por acompanhamento intensivo pelo SUS
O Paraná alcançou a marca de 17 aplicações da polilaminina, proteína experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Além do procedimento, o Estado oferece uma estrutura completa de reabilitação especializada para os pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
As aplicações são realizadas no Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), em Curitiba/Paraná, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Após o procedimento, os pacientes passam por um protocolo de recuperação no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, referência estadual na reabilitação motora, neurológica e funcional.
Segundo a Secretaria da Saúde, o atendimento inclui fisioterapia intensiva três vezes ao dia, além de acompanhamento contínuo com profissionais de diversas áreas, como clínica médica, nutrição e fonoaudiologia.
Entre os pacientes atendidos está o caminhoneiro Divonzir Senca Cardozo, de 64 anos, morador de Fazenda Rio Grande/Paraná. Ele sofreu uma fratura na vértebra cervical após uma queda ocorrida em fevereiro deste ano e recebeu o tratamento experimental após passar por cirurgia no Hospital do Trabalhador.
Outro paciente que segue em processo de recuperação é o aposentado João Luiz Micheline, de 71 anos, primeiro a receber a aplicação da polilaminina em Curitiba. Ele sofreu uma lesão medular após uma queda em dezembro de 2025 e apresenta evolução durante o tratamento de reabilitação, incluindo recuperação de sensibilidade e melhora no controle de funções fisiológicas.
A estrutura também atende a jovem Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, que sofreu uma grave lesão medular após ser atingida por um galho de árvore em Curitiba. Após receber a aplicação da proteína, ela teve alta hospitalar e iniciou o processo de reabilitação.
Tratamento ainda é experimental
A polilaminina é um composto experimental derivado da laminina, proteína encontrada na placenta humana. A substância atua como uma espécie de suporte biológico para estimular a regeneração e a reconexão de nervos lesionados na medula espinhal.
Embora seja considerada uma das principais esperanças para pacientes com paraplegia e tetraplegia, a terapia ainda está em fase de pesquisa clínica e não possui aprovação definitiva da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para utilização ampla.
Especialistas ressaltam que ainda é cedo para determinar o impacto direto da polilaminina na recuperação dos pacientes. No entanto, destacam que a reabilitação intensiva e o acompanhamento multidisciplinar têm papel fundamental na evolução clínica dos casos atendidos.
Com a integração entre atendimento hospitalar de alta complexidade e reabilitação especializada, o Paraná se consolida como um dos estados que mais investem no acompanhamento de pacientes submetidos à terapia experimental para lesões medulares.
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