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GERAL

Paraná amplia exame que detecta HPV e reforça combate ao câncer

Nova tecnologia será oferecida em todos os municípios do Estado para mulheres de 25 a 64 anos

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Paraná amplia exame que detecta HPV e reforça combate ao câncer
SESA

O Paraná deu mais um passo no combate ao câncer de colo do útero ao ampliar a oferta do exame de DNA-HPV para todos os municípios do Estado. A decisão foi pactuada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2026, realizada nesta quarta-feira, 20 de maio, em Curitiba/Paraná.


A iniciativa amplia o acesso a uma tecnologia molecular desenvolvida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), em parceria com o Governo do Estado e a Fiocruz. O exame possui maior sensibilidade na detecção do vírus HPV em comparação ao método tradicional e deve beneficiar aproximadamente 328 mil mulheres paranaenses dentro da faixa etária contemplada.


A implantação do teste pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começou em outubro de 2025, quando o Paraná foi um dos 12 estados selecionados pelo Ministério da Saúde para participar da fase piloto nacional. Inicialmente, Curitiba/Paraná e Rio Branco do Sul/Paraná realizaram os primeiros atendimentos, servindo como modelo para a expansão em todo o território estadual.


Segundo estimativas da Secretaria da Saúde, o Paraná deve registrar cerca de 1.120 novos casos de câncer de colo do útero em 2026. Atualmente, a incidência da doença no Estado é de 13 casos para cada 100 mil mulheres, enquanto a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é reduzir esse índice para menos de quatro casos por 100 mil habitantes até 2030.


O exame de DNA-HPV permite identificar a presença dos tipos mais agressivos do vírus antes mesmo do surgimento de lesões, possibilitando diagnóstico e acompanhamento mais precoces. Além disso, apresenta maior confiabilidade, permitindo que o intervalo entre os exames seja ampliado para cinco anos, enquanto o papanicolau exige acompanhamento mais frequente.


A coleta continuará sendo realizada nas unidades de saúde dos municípios. Após o procedimento, as amostras serão encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen), responsável pelo registro e envio para processamento laboratorial.


A ampliação é destinada a mulheres entre 25 e 64 anos. A Secretaria da Saúde informou que fornecerá insumos, orientações e capacitações aos municípios para garantir a implantação do novo método em todo o Estado.


Além do rastreamento, a Sesa reforça a importância da vacinação contra o HPV, considerada a principal forma de prevenção. O imunizante está disponível gratuitamente para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e protege contra diversos tipos de câncer relacionados ao vírus, além de outras doenças.


A Secretaria também alerta que adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina poderão participar da campanha de resgate, disponível até junho de 2026.

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