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GERAL

Paraná conclui coleta de DNA em unidades penais com operação integrada

Cerca de 2,4 mil amostras foram reunidas e serão inseridas no banco nacional para auxiliar investigações

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Paraná conclui coleta de DNA em unidades penais com operação integrada
AEN

O Paraná concluiu a operação integrada de coleta de material genético em unidades penais do Estado. A ação foi realizada entre segunda-feira, 27, e quinta-feira, 30, nas nove regionais, com a expectativa de reunir cerca de 2.400 amostras destinadas ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).


A iniciativa integrou um movimento do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul, que reúne Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com foco no fortalecimento das ações nas unidades penais da região Sul.


Coordenada pela Polícia Penal do Paraná e pela Polícia Científica do Paraná, a operação contou com apoio dos Centros de Operações Integradas de Segurança Pública e participação do Instituto de Identificação da Polícia Civil, garantindo a identificação dos indivíduos e a confiabilidade das coletas.


Com a inclusão dos dados no banco nacional, o material genético poderá ser utilizado no cruzamento de informações, auxiliando na identificação de suspeitos, na ligação entre ocorrências e na elucidação de crimes, além de contribuir em casos de pessoas desaparecidas.


O Banco Nacional de Perfis Genéticos reúne dados de DNA de pessoas condenadas, vestígios coletados em cenas de crime e informações relacionadas a desaparecidos e familiares. A cada novo registro, o sistema realiza comparações automáticas com os perfis já existentes.


No Paraná, o banco estadual possui mais de 12 mil perfis cadastrados, com predominância de dados voltados à identificação criminal. O Estado tem se destacado pelo aumento na inserção dessas informações, figurando entre os principais do país nesse tipo de registro.


Um dos exemplos da aplicação desse sistema é o caso da menina Rachel Genofre, morta em 2008, em Curitiba/Paraná, cuja autoria foi identificada em 2019 após o cruzamento de dados genéticos no banco nacional.


Antes da operação, o Estado realizou a capacitação de 50 policiais para atuação na coleta de material genético, com treinamento teórico e prático voltado à padronização dos procedimentos.


A medida reforça o uso de tecnologia e integração entre as forças de segurança, contribuindo para o avanço das investigações e para o fortalecimento do sistema de justiça criminal.

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