Paraná é o 1º estado a usar Inteligência Artificial do Google no tratamento do câncer
Tempo de análise de informações caiu de uma semana para cerca de uma hora
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Tempo de análise de informações caiu de uma semana para cerca de uma hora
O Paraná se tornou o primeiro estado do Brasil a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial do Google para auxiliar médicos na definição de tratamentos oncológicos personalizados. Desde abril de 2026, a tecnologia denominada Capricórnio está em operação no Hospital do Câncer de Londrina/Paraná e no Hospital São Vicente, em Guarapuava/Paraná.
A ferramenta foi desenvolvida pelo Google em parceria com um hospital da Holanda e tem como principal objetivo acelerar a análise de dados clínicos e científicos para apoiar decisões médicas relacionadas ao tratamento do câncer.
Segundo os profissionais envolvidos no projeto, uma pesquisa que antes demandava cerca de uma semana para ser concluída agora pode ser realizada em aproximadamente uma hora. O sistema cruza informações do paciente, como histórico clínico, mutações genéticas, exames e respostas a tratamentos anteriores, com dados disponíveis em bases científicas internacionais.
De acordo com o diretor médico do Hospital do Câncer de Londrina, Bruno Henrique Bressanini de Almeida, a tecnologia permite selecionar estudos específicos conforme as características clínicas de cada paciente, tornando o processo de pesquisa mais rápido e preciso.
Após a análise realizada pela inteligência artificial, os resultados são avaliados por equipes multidisciplinares compostas por médicos, radioterapeutas, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde, que definem conjuntamente a melhor conduta para cada caso.
Entre os benefícios observados estão a redução do tempo necessário para a tomada de decisões, maior personalização dos tratamentos e a utilização mais rápida de evidências científicas atualizadas.
Um dos casos acompanhados pela equipe em Londrina envolveu uma paciente de 42 anos com tumor neuroendócrino. Com o auxílio da ferramenta, os especialistas analisaram estudos específicos para o perfil da paciente e decidiram manter o tratamento principal, associado à remoção de novas lesões identificadas no fígado.
Em Guarapuava, a tecnologia também auxiliou no acompanhamento de um paciente com câncer de origem desconhecida. Segundo os médicos, o cruzamento de informações clínicas e moleculares permitiu identificar características que poderão contribuir para futuras estratégias terapêuticas.
Os especialistas destacam que a inteligência artificial não substitui o trabalho dos profissionais da saúde, mas funciona como uma ferramenta de apoio para agilizar o acesso a informações científicas complexas e ampliar a medicina baseada em evidências.
A escolha dos hospitais de Londrina e Guarapuava para a implantação do projeto levou em consideração a atuação das instituições como referências no atendimento oncológico, a integração ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a possibilidade de ampliar o acesso a tratamentos especializados no interior do Paraná.
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