Paraná reduz mortalidade por aids em quase 48% e reforça cuidados com gestantes
Estratégias incluem ampliação da testagem, acompanhamento de gestantes e acesso ao tratamento em todas as regiões do Estado
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Estratégias incluem ampliação da testagem, acompanhamento de gestantes e acesso ao tratamento em todas as regiões do Estado
O Paraná vem consolidando sua posição como referência nacional no enfrentamento ao HIV, com resultados expressivos na prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção. As estratégias implementadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) contribuíram para uma redução de 47,8% na mortalidade por aids nos últimos dez anos, além de colocarem o Estado entre os melhores do país em indicadores relacionados à doença.
Entre as principais ações está o fortalecimento da Linha de Cuidado Materno-Infantil, que organiza o atendimento desde o início da gestação até o acompanhamento dos recém-nascidos expostos ao vírus. A iniciativa busca eliminar a transmissão vertical, que ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação.
No pré-natal, as gestantes realizam testes para HIV em todos os trimestres da gravidez e também no momento do parto. Além dos testes rápidos disponíveis na Atenção Primária, o protocolo prevê exames complementares, como carga viral, contagem de linfócitos T CD4 e investigação de possíveis coinfecções.
Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir a transmissão do vírus e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes. As gestantes diagnosticadas com HIV são classificadas como de alto risco e passam a receber acompanhamento compartilhado entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada, além de serem encaminhadas para maternidades de referência.
Nas maternidades, a testagem rápida também é realizada na admissão para o parto, permitindo identificar casos mesmo entre mulheres que não tiveram acesso completo ao pré-natal. Quando necessário, são adotadas medidas imediatas para reduzir o risco de transmissão ao bebê, incluindo a administração de medicamentos antirretrovirais durante o parto e nas primeiras horas de vida da criança.
Além das ações voltadas às gestantes, o Paraná ampliou o acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em todas as 22 Regionais de Saúde e fortaleceu a estratégia de "Testar e Tratar", que prevê o início rápido da terapia antirretroviral após o diagnóstico.
Os resultados refletem diretamente nos indicadores estaduais. Na última década, a taxa de mortalidade por aids caiu de 4,8 para 2,8 óbitos por 100 mil habitantes. Apenas entre 2023 e 2024, a redução foi de 21,7%, colocando o Paraná entre os quatro melhores desempenhos do Brasil.
Atualmente, 93% das pessoas diagnosticadas com HIV no Estado estão em tratamento. Entre elas, 96% apresentam carga viral indetectável, condição que impede a transmissão sexual do vírus.
A ampliação da testagem também tem apresentado crescimento significativo. Em 2025, foram realizados 707.484 testes rápidos e distribuídos 64.280 autotestes. Já nos quatro primeiros meses de 2026, o Estado contabilizou 231.110 testes rápidos e 19.003 autotestes.
Outro avanço destacado pela Secretaria da Saúde é a implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada, que permite identificar infecções oportunistas em pacientes graves em menos de 30 minutos, acelerando o início do tratamento.
Os resultados renderam reconhecimento nacional ao Paraná. Em outubro de 2025, o Estado recebeu novamente do Ministério da Saúde o "Selo de Eliminação" da transmissão vertical do HIV. Também conquistou a recertificação com o Selo Bronze por boas práticas voltadas à eliminação da transmissão vertical da sífilis e da hepatite B.
O Paraná já havia sido pioneiro em 2017, quando Curitiba se tornou o primeiro município do país a receber a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV. Em 2022, Guarapuava alcançou a dupla certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis, reforçando o protagonismo paranaense no combate às infecções sexualmente transmissíveis.
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