PCPR desmantela esquema que causou prejuízo de R$ 2,3 milhões
Investigações duraram cerca de um ano e resultaram no indiciamento de sete pessoas
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Investigações duraram cerca de um ano e resultaram no indiciamento de sete pessoas
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta segunda-feira, 3 de agosto, uma operação em Paranacity, no noroeste do Estado, para desarticular um esquema criminoso que teria causado um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões a uma empresa do ramo agroflorestal.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio, sequestro e arresto de bens e valores dos investigados.
As investigações, que duraram cerca de um ano, resultaram no indiciamento de sete pessoas, sendo três funcionários da empresa e quatro fornecedores. Eles responderão pelos crimes de estelionato, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica, crimes tributários, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo a PCPR, o esquema funcionou entre 2019 e 2025 e era liderado por uma ex-coordenadora financeira da empresa. Ela é suspeita de manipular a emissão e o lançamento de notas fiscais referentes a produtos não entregues, serviços não prestados e operações superfaturadas, burlando os mecanismos internos de fiscalização antes da liberação dos pagamentos.
De acordo com o delegado Juliano de Jesus Tamos, a auditoria interna e as investigações identificaram compras simuladas de insumos, faturamentos genéricos de autopeças e serviços mecânicos direcionados à empresa do marido da principal investigada, além de despesas fictícias com combustíveis.
A quebra do sigilo bancário revelou ainda uma evolução patrimonial incompatível com a renda dos envolvidos, incluindo a aquisição de diversos veículos e a retenção de aproximadamente R$ 700 mil em cheques pertencentes à empresa.
As investigações também apontaram a participação de duas assistentes administrativas, responsáveis pelo lançamento das notas fiscais fraudulentas e pela utilização de contas bancárias para ocultar os valores desviados. Outros dois prestadores de serviços são suspeitos de participar de repasses e triangulações financeiras.
Com a conclusão do inquérito e o deferimento das medidas patrimoniais pela Justiça, a Polícia Civil informou que continuará investigando o caso para apurar o possível envolvimento de outras empresas e fornecedores no esquema.