PF formaliza indiciamento de 15 pessoas na Operação Compliance Zero
Relatório parcial foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
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Relatório parcial foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal apresentou, nesta quarta-feira, 28 de outubro, ao Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório parcial do Inquérito nº 5026, que apura fatos relacionados à primeira e à quarta fases da Operação Compliance Zero.
O documento formaliza o indiciamento de 15 pessoas por suspeita de envolvimento em crimes relacionados à gestão fraudulenta de instituição financeira, indução de repartição pública ou sociedade de economia mista a erro, falsidade em informações ou documentos contábeis, organização criminosa e lavagem de capitais. As imputações variam conforme a conduta atribuída a cada investigado.
Segundo a Polícia Federal, o relatório reúne as conclusões alcançadas até o momento, com base em elementos probatórios considerados suficientemente consolidados para essa etapa da investigação. A apresentação do documento, no entanto, não significa o encerramento do inquérito.
A Polícia Federal também solicitou ao STF a prorrogação do prazo das investigações por mais 60 dias. O pedido tem como objetivo permitir a conclusão de exames periciais e de diligências complementares.
O indiciamento representa o entendimento da autoridade policial sobre a existência de indícios de envolvimento dos investigados em possíveis crimes. A medida não equivale a uma condenação, cabendo às instâncias competentes analisar os elementos reunidos no decorrer dos procedimentos legais.
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga uma fraude bilionária no Sistema Financeiro Nacional e um esquema de corrupção política estruturado em torno do Banco Master e de seu proprietário, Daniel Vorcaro. A investigação começou após o Ministério Público Federal (MPF) identificar uma "ciranda financeira" na qual o banco fraudava e inflava artificialmente carteiras de crédito inexistentes, vendendo cerca de R$ 12,2 bilhões desses títulos falsos ao Banco de Brasília (BRB), além de desviar R$ 3 bilhões do fundo de pensão Rioprevidência. A operação veio a público e gerou prisões preventivas motivada pela tentativa de fuga de Vorcaro do país, evoluindo para o indiciamento de diversos envolvidos e alcançando figuras políticas de destaque suspeitas de receber propinas abastecidas pelo esquema.